Segundo o presidente da EPE, Maurício Tolmasquim, a maioria (64) dos cadastrados está localizada no Estado de São Paulo, com oferta de 4.182 megawatts, seguindo-se Goiás, com 20 usinas e 1.665 megawatts, Minas Gerais (15 empreendimentos e 834 megawatts) e Mato Grosso do Sul (10 usinas e 803 megawatts). Todos geram energia térmica a partir da biomassa, que engloba bagaço e palha da cana-de-açúcar, capim elefante e resíduos vegetais.
O leilão terá dois produtos para negociação: o primeiro prevê entrega de energia a partir de 2009 e tem 1.869 megawatts cadastrados, e o outro, início da entrega em 2010, com 6.711 megawatts cadastrados. Devido à duplicidade de 21 empreendimentos nos dois produtos, o total cadastrado para o leilão é inferior à soma obtida, explicou Tolmasquim, ao advertir que os participantes não poderão vender energia nos dois produtos.
Os contratos terão vigência de 15 anos e o leilão terá um preço-teto, ainda não definido. Segundo o presidente da EPE, todos os consumidores – os das distribuidoras, os livres e os altos produtores – pagarão por essa energia adicional. O encargo será proporcional ao consumo e deverá ficar bem abaixo de 1% da conta de luz.
Tolmasquim adiantou que esse aumento de energia pela bioeletricidade não deverá afetar a tendência de auto-produção das grandes empresas. “Cada vez mais vemos siderúrgicas, fábricas de cimento, o setor sucroalcooleiro e outros aumentarem a produção para consumo próprio. Acho que isso não será revertido facilmente. As empresas querem ter uma produção própria, o que garante a elas preço, segurança. E isso é positivo, porque é menos recurso que o País tem que deslocar para construir usinas – os próprios consumidores estão construindo a sua planta”, disse.
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