Pesquisadores da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul participaram de testes com um dispositivo que pode ajudar médicos a identificar com mais precisão a idade gestacional de bebês recém-nascidos, principalmente prematuros. A tecnologia, chamada PreemieTest®, utiliza a leitura da pele do bebê de forma rápida e não invasiva.
O estudo avaliou a aplicação clínica do equipamento em diferentes regiões do Brasil. A proposta é auxiliar profissionais de saúde na tomada de decisões logo após o nascimento, especialmente em casos em que não há informações precisas sobre o tempo de gestação.
A coordenadora do grupo da UFMS e professora do Inisa, Daniele Soares Marangoni, explicou que a participação da universidade ocorreu por meio de uma rede nacional de pesquisa coordenada pela Universidade Federal do Amazonas. Segundo ela, o desconhecimento da idade gestacional pode comprometer o atendimento ao recém-nascido.
“O PreemieTest® demonstrou, em cenário real, utilidade como ferramenta objetiva, rápida e não invasiva para estimativa da idade gestacional, contribuindo para decisões críticas nos primeiros minutos após o parto”, afirmou a pesquisadora.
A tecnologia foi desenvolvida pela médica obstetra e pesquisadora da Universidade Federal de Minas Gerais Zilma Reis em parceria com o físico Rodney Guimarães, da Birthtech. O equipamento mede a maturidade da pele do bebê para estimar a idade gestacional.
Segundo os pesquisadores, a incorporação do dispositivo ao SUS pode representar avanço importante na saúde neonatal. “O primeiro minuto de vida é conhecido como ‘minuto de ouro’. Nesse período, decisões fundamentais precisam ser tomadas, e muitas dependem da idade gestacional do recém-nascido”, destacou Daniele.
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