A febre mayaro tem chamado atenção das autoridades de saúde por apresentar sintomas muito parecidos com dengue e chikungunya. Apesar de Mato Grosso do Sul não registrar casos confirmados, o vírus já é monitorado pela vigilância epidemiológica estadual.
Causada pelo vírus Mayaro, a doença provoca febre alta, dores intensas nas articulações, manchas na pele e mal-estar. Segundo especialistas, o principal desafio é justamente diferenciar a infecção de outras arboviroses já conhecidas da população.
A infectologista Andyane Tetila explica que as dores articulares costumam ser mais fortes e podem durar semanas ou até meses. “A mayaro tende a causar dor articular intensa e incapacitante, muito semelhante à chikungunya”, afirmou.
O Ministério da Saúde monitora o risco de circulação urbana da doença porque estudos apontam que o mosquito Aedes aegypti pode transmitir o vírus, embora o ciclo principal ainda esteja ligado a áreas de mata.
Em Mato Grosso do Sul, o Laboratório Central de Saúde Pública de Mato Grosso do Sul realiza exames específicos quando testes para dengue, zika e chikungunya apresentam resultado negativo. Segundo a SES, mais de 41 mil análises para mayaro foram feitas em 2025, mas todas deram resultado não detectável.
Sem vacina ou tratamento específico, a prevenção segue as mesmas orientações da dengue: eliminar água parada, usar repelente e evitar exposição a mosquitos, principalmente em áreas rurais e de mata.
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