Uma mulher de 82 anos, com comorbidades, é a 13ª vítima de complicações da Chikungunya em Dourados, segundo o Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública (COE).
De acordo com informações da Prefeitura, a paciente apresentava hipertensão arterial e diabetes. Ela residia no Jardim Jóquei Clube, começou a apresentar sintomas da doença em 8 de maio, foi internada no Hospital da Vida no dia 15 e morreu em 24 de maio.
Com a nova confirmação, sobe para 13 o número de mortes associadas à Chikungunya no município. Desse total, 10 são de moradores das aldeias Bororó e Jaguapiru e três de residentes da área urbana. O município ainda investiga quatro óbitos, envolvendo uma mulher de 74 anos e um homem de 71 anos — ambos com comorbidades como doença renal crônica e diabetes —, além de um idoso de 84 anos com doença arterial coronariana e um homem de 50 anos sem histórico de doenças crônicas identificado na classificação de risco.
O Informe Epidemiológico divulgado nesta segunda-feira (21) pelo COE aponta ainda o panorama da doença em Dourados: são 8.904 casos notificados, 4.879 prováveis, 4.306 confirmados, 4.025 descartados e 573 em investigação.
Na Reserva Indígena, o cenário epidemiológico registra 3.209 notificações, com 2.139 casos confirmados, 787 descartados e 263 em investigação.
Os dados também mostram redução no número de internações. No pico da epidemia, o total de pacientes hospitalizados variava entre 52 e 58. Atualmente, são 28 internações, sendo 23 no Hospital Universitário da UFGD, uma no Hospital Regional, uma no Hospital da Vida e três no Hospital Evangélico Mackenzie.
Recuo da epidemia
A confirmação da 13ª morte ocorre em um momento de recuo da epidemia em Dourados, com a curva epidemiológica registrando 240 notificações na 20ª semana de monitoramento.
Segundo o secretário municipal de Saúde, Márcio Figueiredo, que também coordena o COE, a redução no número de focos do mosquito Aedes aegypti nas fiscalizações indica melhora no cenário, mas a população deve manter as medidas preventivas.
“O número de focos do mosquito nas fiscalizações realizadas pelos agentes de combate às endemias também tem recuado acentuadamente nas últimas semanas, mas a população precisa manter a vigilância e continuar seguindo as medidas preventivas, sobretudo o combate a água parada”, afirmou.
A evolução dos casos ao longo das semanas epidemiológicas mostra o avanço e posterior recuo da doença. Na semana 1, foram registradas 19 notificações; na semana 2, 16; na semana 3, 32; e na semana 4, 35. Na semana 5, foram 40 notificações, subindo para 72 na semana 6 e 65 na semana 7.
A partir da semana 8, houve aceleração dos casos, com 143 notificações, 217 na semana 9 e 358 na semana 10. Na semana 11, o número chegou a 791, e na semana 12 atingiu o pico de 1.207 notificações.
Na sequência, houve oscilações: 897 casos na semana 13, 1.151 na semana 14 e 1.068 na semana 15. A partir da semana 16, iniciou-se uma tendência de queda, com 852 notificações, 621 na semana 17, 681 na semana 18, 399 na semana 19 e 240 na semana 20.
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