Durante a coletiva na manhã desta sexta-feira (3), na BR163 sobre as obras da duplicação, o prefeito da capital Gilmar Olarte (PP) falou sofre as greves dos professores e enfermeiros e voltou a afirmar que a prefeitura está com espaço aberto para dialogar. Porém, ele garantiu que não haverá aumento tão cedo para os servidores, e responsabilizou a crise nacional e a Lei de Responsabilidade Fiscal Federal, para este não aumento de salários que é pedido pelas categorias.
“Hoje a Prefeitura tem um limite de endividamento com folha de pagamento, até porque todas as receitas caíram. Estamos fazendo ajustes para nos mantermos dentro da Lei de Responsabilidade Siscal, e é essa Lei que me impede de dar aumento para servidores. Só me resta pedir a paciência de todos e que esperem passar esse período de crise nacional para, então, eu conseguir rever os salários”.
Não é a primeira vez que Olarte faz esse tipo de apelo, em maio deste ano ele reuniu a imprensa e secretários para explicar a queda na arrecadação e a crise financeira da Prefeitura de Campo Grande (arrecadação do ICMS, parcela destinada à capital, IPTU, ISS e Fundo de Participação dos Municípios).
Já nas oitivas da CPI da Contas Públicas, o secretário municipal da Receita, Ricardo Vieira Dias mostrou um levantamento sobre a arrecadação dos impostos e taxas, próprias do município, que apontaram o aumento da arrecadação. Segundo ele, embora haja aumento na arrecadação, ela não alcançou a meta orçamentária, mas desde o ano de 2010 os impostos crescem nominalmente.
Vereadores da oposição criticam essa posição do prefeito: " Concluímos que a administração pública tem condições financeiras e legais para pagar o piso dos professores, que está sendo negociado desde março. Aconduta do prefeito se reveste de vaidade de vencedor se conseguir obrigar os professores a voltarem para as salas de aula sem cumprir a Lei 5.411-14", diz Luiza Ribeiro (PPS) após assembléia com ACP e professores, e publicado em sua página da rede social. Luiza também conclui: "O corte de pessoal deve começar com os comissionados", referindo a uma economia que deveria ser feita pela prefeitura.
Os professores da REME (Rede Municipal de Ensino) decidiram, nesta sexta-feira, em mais uma assembleia, continuar em greve.
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