O Instituto Homem Pantaneiro (IHP), com apoio do programa de investimento social corporativo ADM Cares, inicia uma nova etapa de atuação no Pantanal e na Serra da Bodoquena com a implementação de sete eixos integrados de conservação ambiental em municípios estratégicos de Mato Grosso do Sul.
As ações fazem parte do projeto de conservação “Do Solo ao Futuro: Segurança Alimentar e Restauração Ambiental Integrada” e incluem restauração de áreas degradadas, implantação de sistemas agroflorestais em escolas rurais, ampliação da produção de mudas nativas, educação ambiental e fortalecimento da Brigada Alto Pantanal.
A iniciativa conta com a parceria da Archer Daniels Midland (ADM), líder global em comercialização de grãos, insumos e nutrição humana e animal. A empresa já desenvolve outras iniciativas voltadas à proteção do Pantanal, como programas de proteção de florestas, conservação de recursos hídricos e apoio a projetos de restauração ambiental na região.
Nesta etapa do projeto, produtores rurais, comunidades escolares, lideranças comunitárias e órgãos públicos participam diretamente da execução das atividades, ampliando o impacto das ações nas áreas consideradas prioritárias para conservação.
Para Caroline Hoth, especialista em sustentabilidade da ADM e líder regional da ADM Cares, o projeto foi estruturado para gerar resultados concretos na conservação do Pantanal e na proteção de áreas de nascentes que alimentam a Serra da Bodoquena.
“Por meio do programa ADM Cares, apoiamos iniciativas que integram restauração ambiental, segurança alimentar e saúde e bem-estar, fortalecendo a resiliência do Pantanal e das comunidades que dependem desse ecossistema. Acreditamos que a conservação exige compromisso contínuo, colaboração e uma atuação territorial consistente, especialmente diante dos desafios climáticos que impactam o bioma”, afirma Caroline.
O presidente do IHP, Angelo Rabelo, destaca a importância da continuidade das ações para garantir resultados efetivos na conservação do bioma e na proteção das nascentes.
“O IHP tem quase 25 anos de atuação dentro do território pantaneiro e vem construindo resultados por meio de parcerias fundamentais, como a que temos com a ADM. Esse trabalho conjunto permite que possamos avançar simultaneamente na recuperação de áreas degradadas, na prevenção de incêndios, na educação ambiental e no fortalecimento da cadeia de restauração”, explica.
Do solo ao futuro
O projeto organiza suas ações em sete eixos complementares: Semeando o Amanhã – Educação Ambiental; Sistemas Agroflorestais em Escolas do Pantanal; Ampliação da estrutura de viveiro de mudas na região da Serra do Amolar; Fortalecimento da Brigada Alto Pantanal; Restauração ambiental do Rio Betione; Restauração de áreas degradadas em Bodoquena; e Engajamento comunitário para conservação.
No eixo Semeando o Amanhã, estudantes de escolas rurais do Pantanal participam de atividades de educação ambiental e agroecológica desenvolvidas em área de Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN). Também serão implantadas duas hortas agroecológicas em comunidades ribeirinhas, que irão complementar a alimentação de cerca de 70 estudantes de três escolas, totalizando aproximadamente 14 mil refeições ao longo do projeto.
A ampliação da estrutura do viveiro de mudas aumentará a capacidade produtiva e a diversidade de espécies nativas cultivadas pelo IHP na região da Serra do Amolar, na RPPN Acurizal, fortalecendo as ações de restauração no bioma.
Já o fortalecimento da Brigada Alto Pantanal permitirá ampliar o plantio de mudas nativas e intensificar a produção e manutenção de aceiros em áreas prioritárias para prevenção de incêndios florestais.
Na frente de restauração ambiental do Rio Betione, áreas consideradas prioritárias foram identificadas pela equipe técnica do instituto. Além do plantio de mudas, serão realizados monitoramentos mensais e estudos técnicos para garantir maior taxa de sobrevivência das espécies.
Cenário do Pantanal
Dados do Serviço Geológico do Brasil (SGB) indicam que o rio Paraguai ainda apresenta níveis fora da normalidade em diferentes trechos da Bacia do Alto Pantanal.
Nos últimos meses, o volume de chuva acumulado na bacia ficou cerca de 16% abaixo da média histórica registrada entre 1998 e 2025. O cenário aponta para uma recuperação lenta dos níveis de água no bioma, com manutenção de áreas ainda abaixo da normalidade no curto prazo.
Desde 2019, o Pantanal enfrenta períodos consecutivos de estiagem, o que aumenta o risco de incêndios florestais e reforça a necessidade de ampliar ações de prevenção, recuperação de áreas degradadas e educação ambiental.
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