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Segunda-Feira, 14 de Junho de 2021, 15h:06
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Mato Grosso do Sul coleta DNA de familiares para tentar localizar pessoas desaparecidas

Estado tem em torno de 80 ossadas humanas sem identificação

Elaine Silva
Capital News

Edemir Rodrigues/Portal MS

Quase 3,2 mil pessoas desaparecem em Campo Grande durante cinco anos

Irmã de Regiane coletando DNA

Com o objetivo de auxiliar na identificação de pessoas desaparecidas, através da coleta de materiais biológicos de familiares, com o intuito de alimentar o Banco Nacional de Perfis Genéticos (BNPG) e realizar buscas por meio de cruzamento de dados, começou nesta segunda-feira (14), em Mato Grosso do Sul, a Campanha Nacional para Coleta de DNA de Familiares de Desaparecidos, realizada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública em parceria com a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), por meio da Coordenadoria-Geral de Perícias (CGP) e Polícia Civil, via Delegacia Especializada de Homicídios (DEH). Campanha segue até a próxima sexta-feira (18).

 

Os primeiros a realizarem a coleta foi osa irmãos de Regiane Alves Medeiros Alcunha, desaparecida desde 13 de dezembro de 2018, no Jardim Tijuca. David Alves Alcunha e Desiane Alves Alcunha, procuram a irmã há mais de 30 meses.

Existem hoje em Mato Grosso do Sul em torno de 80 ossadas humanas sem identificação. “Se tivermos material genético das famílias dos desaparecidos em pouco tempo poderemos identificar a maioria dessas pessoas, dar andamento aos procedimentos policiais e esclarecer essas mortes”, enfatiza o titular da Delegacia Especializada de Homicídios, delegado Carlos Delano. Caso seja identificado um possível parentesco com os dados de alguma pessoa encontrada viva ou morta, os peritos informaram a Polícia Civil ou ao Instituto Médico Legal (IML). No caso do resultado positivo para uma pessoa viva, a família será informada sobre a localização da pessoa. No caso de positivo para alguém falecido, o IML entrará em contato com os familiares para realizar os procedimentos legais.

Balanço
De acordo com os dados da Sejusp, nos últimos 5 anos foram registradas no Estado,  7.770 ocorrências de desaparecidos, 3.148 delas somente em Campo Grande. Familiares dessas pessoas podem procurar um dos 13 postos de coleta espalhados em Campo Grande e no interior para fornecer material genético. Após a doação do material, os peritos irão analisar a amostra coletada para realizar o cadastro do perfil genético no banco de dados. Com a amostra cadastrada, será realizado o cruzamento com os dados do banco, que é atualizado diariamente com perfis genéticos de pessoas vivas desconhecidas e de pessoas falecidas não identificadas de todo o Brasil.

Edemir Rodrigues/Portal MS

Quase 3,2 mil pessoas desaparecem em Campo Grande durante cinco anos

DNA


Coleta

A coleta de material genético é voluntária, indolor e precedida da assinatura de um Termo de Consentimento. O exame para a retirada de amostra de DNA dos familiares das vítimas consiste no simples esfregaço da bochecha com um cotonete. O perfil genético obtido não será utilizado para nenhum outro fim, além da identificação do parente do desaparecido. Quem se dispuser a fazer o procedimento assinará termo de consentimento.

 

 

Divulgação/Sejuso

Mato Grosso do Sul inicia coleta de DNA de familiares para tentar localizar pessoas

Campanha de coleta de DNA

 

 

 

 

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