Enfermeiros e técnicos de enfermagem da Santa Casa de Campo Grande iniciaram uma nova paralisação na manhã desta sexta-feira (6). De acordo com a categoria, a suspensão parcial dos serviços ocorre devido ao não pagamento do complemento do piso salarial, que não é realizado desde o início do ano.
Ao Capital News, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Área de Enfermagem de Mato Grosso do Sul, Lázaro Santana, afirmou que o Governo Federal envia mensalmente recursos para a Secretaria Municipal de Saúde de Campo Grande, mas os pagamentos ainda não foram realizados, deixando a categoria apreensiva.
“De acordo com o cronograma da Sesau, eles têm até 30 dias para realizar o pagamento do repasse ao hospital, mas o prazo já extrapolou e o pagamento não foi realizado até agora”, explicou.
Diante da falta de informações, uma assembleia foi realizada na manhã desta sexta-feira (6), quando os profissionais decidiram paralisar parte dos serviços até que o recurso seja disponibilizado. Ainda de acordo com o presidente do sindicato, metade dos profissionais segue trabalhando, enquanto a outra metade aderiu à paralisação, para evitar prejuízos à população.
“Para evitar que a população seja prejudicada, metade dos profissionais está em atividade e o atendimento acontece de forma mais lenta”, explicou.
Novas reuniões
A reportagem questionou Lázaro Santana se a Sesau havia informado alguma data para o repasse. Segundo o presidente do sindicato, a Secretaria de Saúde teria informado que o pagamento poderia ser realizado ainda nesta sexta-feira (6), mas até o momento o dinheiro não caiu na conta.
Ainda de acordo com Lázaro, hoje é o quinto dia útil, data tradicional de pagamento de funcionários. Por isso, o SIEMS realizará uma nova assembleia, que pode ampliar a paralisação caso o valor não seja depositado até o final do dia.
A reportagem do Capital News também entrou em contato com a Santa Casa de Campo Grande, que informou que o problema seria apenas uma questão burocrática e que a instituição busca resolver a situação o mais rápido possível.
A equipe também procurou a Sesau, mas até o momento não houve resposta. O espaço segue aberto para manifestação sobre o caso.
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