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Rota Bioceânica

Rota Bioceânica amplia alerta contra crimes transnacionais

Autoridades discutem medidas de segurança antes da conclusão do corredor

Viviane Freitas
Capital News

Obras Paraguaias

Ponte da Rota Bioceânica une Brasil e Paraguai após quatro anos de obras

A expansão da Rota Bioceânica, que vai ligar Brasil, Paraguai, Argentina e Chile, deve aumentar o fluxo de mercadorias e impulsionar a economia. Ao mesmo tempo, autoridades alertam para a necessidade de reforçar a segurança nas rodovias e fronteiras para evitar o avanço de crimes transnacionais.

O superintendente da PRF-MS, João Paulo Pinheiro Bueno, afirmou que o crescimento da circulação também pode ser aproveitado pela criminalidade. "A rota é uma rota nova para o desenvolvimento, mas também para a criminalidade. A gente não pode fugir disso", disse.

Segundo a diretora de Integração Regional do Ministério das Relações Exteriores, Daniela Benjamin, as medidas de segurança precisam ser planejadas antes mesmo da conclusão das obras. "Temos que pensar com muito cuidado e atenção na operacionalização do corredor", explicou.

A preocupação inclui crimes como tráfico de drogas e contrabando. Daniela afirmou que a segurança é uma prioridade da presidência brasileira do grupo de coordenadores nacionais da rota. "Garantir que o corredor não funcione como uma porta para o crime", declarou.

Em Mato Grosso do Sul, a atenção se concentra principalmente nas regiões de fronteira. Segundo a PRF, tecnologia e monitoramento já são utilizados para acompanhar o aumento do fluxo. "É ali que a gente tem o nosso foco, ali que é o nosso fortalecimento", afirmou João Paulo.

A articulação deverá envolver a PRF, a Polícia Federal, o Ministério da Justiça e autoridades dos quatro países. A preocupação ocorre em um Estado que já registra forte atuação do tráfico: em 2026, foram contabilizados 3.104 casos e apreendidas mais de 7 toneladas de cocaína e 393 toneladas de maconha, segundo dados da Sejusp.

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