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Iniciativa começou no Rio de Janeiro e passa a atender alunos da Orquestra Fraternidade Sem Fronteiras no polo Inápolis
Crianças e adolescentes atendidos pela Orquestra Fraternidade Sem Fronteiras, em Campo Grande, passaram a participar de encontros que utilizam a literatura como caminho para conversar sobre sentimentos, experiências e situações vividas no cotidiano. A primeira atividade do projeto Livros no Tatame foi realizada no sábado (26), no polo Inápolis.
Nesta etapa inicial, sete alunos participam dos encontros, que ocorrerão a cada 15 dias e terão duração aproximada de 45 a 50 minutos. As atividades combinam leitura compartilhada e escuta psicanalítica em um ambiente pensado para favorecer o diálogo e a expressão dos participantes.
O Livros no Tatame foi criado pela psicanalista Christine Nunes com o objetivo de levar a psicanálise para diferentes espaços sociais. A iniciativa surgiu em 2018, inicialmente em tatames utilizados para aulas de Muay Thai em comunidades da zona oeste do Rio de Janeiro. Três anos depois, o projeto recebeu uma premiação da International Psychoanalytical Association (IPA) na área da Cultura.
Em Campo Grande, duas profissionais da área de saúde mental, denominadas “psileitoras”, conduzem as sessões. Durante os encontros, histórias são utilizadas como ponto de partida para que as crianças possam conversar sobre questões próprias, sempre respeitando as experiências e particularidades de cada participante.
A proposta também busca estimular o contato com a literatura e contribuir para aspectos como linguagem, empatia, compreensão das emoções, identidade e desenvolvimento de novas formas de expressão.
Orquestra atende 89 crianças e adolescentes
A nova atividade passa a integrar o trabalho já desenvolvido pela Orquestra Fraternidade Sem Fronteiras, que utiliza a música como ferramenta de formação e convivência.
“A proposta dialoga com o trabalho desenvolvido pela Fraternidade Sem Fronteiras ao criar oportunidades de desenvolvimento integral e fortalecimento de vínculos”, afirmou o coordenador da Orquestra FSF, Paulo Bernardi.
Atualmente, o projeto oferece aulas gratuitas de música para 89 crianças e adolescentes, entre 7 e 17 anos, distribuídos pelos polos Inápolis, Danúbio Azul, Aero Rancho, Itamaracá e Jardim Noroeste.
Os estudantes aprendem instrumentos de cordas, entre eles violino, viola clássica, violoncelo e contrabaixo acústico, além de instrumentos de sopro, como flauta doce, flauta pífano e clarinete. Conforme avançam na formação musical, podem integrar a Orquestra e participar de apresentações.
O projeto também mantém uma campanha para arrecadar R$ 6 mil destinados à produção de camisetas para os estudantes. Cada uniforme custa R$ 40. Além de contribuições financeiras, a instituição recebe doações de instrumentos musicais para utilização pelos alunos e mantém um programa de apadrinhamento com contribuições mensais a partir de R$ 35.
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