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Boletim

Boletim aponta 113 casos de doenças transmitidas por mosquito em MS

Boletim epidemiológico aponta 87 casos de dengue, 25 de chikungunya e um de zika em 2026; município não registra mortes por dengue

Viviane Freitas
Capital News

James Gathany/CDC

Aedes aegypti

Aedes aegypti

Três Lagoas, município localizado na região leste de Mato Grosso do Sul, contabiliza 113 casos confirmados de doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti em 2026. Conforme o boletim epidemiológico atualizado em 7 de outubro, foram registrados 87 casos de dengue, 25 de chikungunya e um de zika. Até a divulgação do levantamento, não havia registro de mortes provocadas pela dengue na cidade.
A dengue concentra o maior número de confirmações entre as três doenças. Desde o início do ano, o município registrou 683 notificações suspeitas, das quais 571 foram descartadas após investigação. Outros 25 registros não tiveram sua classificação detalhada nos dados apresentados pelo boletim.

Nos últimos 30 dias, as autoridades de saúde contabilizaram 39 novas notificações de suspeita de dengue. O número indica que a doença continua sendo monitorada no município, mesmo após a redução dos registros em comparação com os períodos de maior incidência ao longo do ano. A distribuição dos casos suspeitos por semana epidemiológica mostra variações na circulação da doença. O maior volume de notificações ocorreu na 11ª semana, quando foram registrados 29 casos suspeitos. Na semana seguinte, o número caiu para 17, voltou a subir para 21 na 13ª semana e chegou a 20 registros na 14ª.

Além da dengue, os 25 casos confirmados de chikungunya e o registro de zika reforçam a necessidade de vigilância sobre as doenças transmitidas pelo mesmo mosquito. Embora sejam provocadas por vírus diferentes, as três infecções podem apresentar sintomas semelhantes, como febre, dores no corpo e mal-estar, exigindo avaliação profissional para identificação e acompanhamento adequados. A chikungunya pode provocar dores articulares intensas, que em alguns pacientes persistem por períodos prolongados. Já a infecção pelo vírus zika exige atenção especial durante a gestação, devido à possibilidade de complicações no desenvolvimento do bebê. A dengue, por sua vez, pode evoluir para quadros graves, especialmente quando há sinais de alerta, como dor abdominal intensa, sangramentos e vômitos persistentes.

O combate ao mosquito transmissor permanece como uma das principais medidas para reduzir o risco de novas infecções. Entre os cuidados recomendados estão a eliminação de recipientes que acumulam água, a limpeza de calhas e quintais, a vedação adequada de caixas-d'água e a manutenção de ambientes livres de possíveis criadouros. A orientação é que moradores com sintomas suspeitos procurem atendimento nas unidades de saúde e evitem a automedicação, especialmente com medicamentos que podem aumentar o risco de sangramento em casos de dengue. O acompanhamento dos indicadores epidemiológicos permite identificar mudanças na circulação dos vírus e orientar as ações de prevenção no município.

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