Os estudantes da UFMS e IFMS (Universidade e Instituto Federal de MS) foram às ruas do centro de Campo Grande na manhã desta quarta-feira (4). A ação ocorreu na Rua 14 de julho com a Barão do Rio Branco como parte do movimento de “greve estudantil” que acompanha ou apóia a greve geral nacional dos professores e servidores administrativo das instituições federais de ensino superior e técnico. Mas também como uma ação reivindicatória própria da classe estudantil. Servidores, professores e direção do Sista-MS (Sindicato dos Técnicos Administrativo da UFMS) estavam presentes e parabenizaram os alunos.
Com palavras “duras” adolescentes e jovens gritavam na rua criticando até diretamente a presidente Dilma Rousseff. “Luta, luta juventude, a luta é que muda, pois a Dilma só ilude”, era um dos gingle da manifestação. Cerca de 400 jovens estiveram presentes segundo Renan Araujo, representante do comando de greve dos alunos. A Polícia Militar, que acompanhava o evento não confirmou números.
Renan ratifica e aponta que a ação é em apoio à paralisação e reivindicações dos trabalhadores, mas também que é uma greve dos estudantes, que possuem seus problemas para poder estudar nas instituições públicas. “Isto é para mostrar e divulgar a população que apoiamos a greve dos servidores. Mas que também é um movimento nosso, ‘a parte’ e dos estudantes, que tem uma pauta de reivindicações ao governo federal por mais investimentos e contra alguns pontos que aplicam na Educação superior do Brasil”, explicou.

Renan Araujo, representante do comando de greve dos alunos, aponta as condições da UFMS
Foto: Deurico/Capital News
Dentre a pauta dos jovens, o representante cita de aprovação de Lei a itens básico de acesso dentro da própria Universidade. “Queremos que seja aprovado no Congresso Nacional o PNE (Plano Nacional de Educação) com a aplicação de 10% do PIB na Educação. Somos contra o Reune. Mas também em nível local queremos moradia, creche a beneficiar os estudantes. Um RU (Restaurante Universitário) para todos, aqui na Capital até tem, mas não funciona a noite e não todos que tem acesso. Há uma burocracia enorme para poder ser ‘cliente’ do local, pois pagamos a comida. E por fim, a infraestrutura básica da UFMS que está precária em muitas coisas no campus”, apontou.
Apoio dos servidores
Os representantes dos servidores estiveram presentes para agradecer o apoio e garantir mais simpatizantes à causa no meio estudantil, bem como da população. “Os alunos tem a pauta interna para ser discutida, que é valida e também apoiamos. Eles não tem moradia, não tem RU. E queremos que fiquem conosco também para nos ajudar na nossa greve. Cada um tem sua pauta de luta especifica, mas todos participam um do movimento do outro, que até por uma causa só a Educação no país” explicou ao Capital News, Lucivaldo Alves, coordenador do Sista.

Lucivaldo Alves, coordenador do Sista, apoia e parabeniza os jovens pela iniciativa
Foto: Deurico/Capital News
Alves ocupou o microfone é fez sua participação fazendo um alerta a população. “Temos que ter ou ganhar mais respeito da sociedade. E essa ação é em respeito a ela para a mesma saber ou ser informada a realidade. O muro bonito que colocaram lá, azul, esconde o que não é nada bonito lá dentro”, discurssou.
Amanhã, os estudantes estarão em outro movimento que foi convocado para todos estarem presentes na Assembleia Legislativa de MS. Eles terão a palavra livre na tribuna para discursarem sobre o tema. A caravana partirá do paliteiro da UFMS a 8h30 rumo a AL-MS.











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Fotos: Deurico/Capital News
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