Campo Grande 00:00:00 Quarta-feira, 16 de Setembro de 2026


Cotidiano Sexta-feira, 06 de Novembro de 2015, 08:31 - A | A

Sexta-feira, 06 de Novembro de 2015, 08h:31 - A | A

Crise

Crise das santas casas e hospitais filantrópicos é tema de debate em reunião

Durante o ano foram realizadas reuniões no BNDES e encontros entre representantes da própria instituição e do Ministério da Saúde para avaliar a questão da crise

Myllena de Luca
Capital News

Divulgação/Assessoria

Crise das santas casas e hospitais filantrópicos é tema de debate em reunião

Reunião para discutir crise

Os representantes das Santas Casas e hospitais filantrópicos participaram de uma audiência com o ministro da Saúde, Marcelo Castro, e com o diretor do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Henrique Paim. A reunião mostrou alternativas para auxiliar as instituições na crise financeira.


O diretor da Santa Casa de Porto Alegre, Júlio Dornelles de Matos, apresentou as reivindicações do setor, entre elas a ampliação da carência de 6 meses para 2 anos dos empréstimos do BNDES Saúde e a redução da taxa de juros cobrada pelo banco para 0,5% ao ano, além da possibilidade de ampliar as parcelas de financiamento de 84 pra 120 meses. Foi sugerida ao ministro a criação de um grupo temático para avaliar as demandas. O ministro falou sobre a crise financeira e os cortes no orçamento, mas afirmou que trata a questão como prioridade e garantiu que irá estudar as propostas.


De acordo com a assessoria, a situação do setor compreende hoje 2,1 mil instituições em todo o País e é responsável por 60% dos atendimentos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). As dívidas atuais superam R$ 21 bilhões e o déficit somente no ano passado foi de quase R$ 9 bilhões. Em pelo menos mil municípios que contam com santas casas ou hospitais filantrópicos, essas entidades são as únicas instituições hospitalares. O setor emprega diretamente 480 mil pessoas e realiza, por ano, 280 milhões de atendimentos ambulatoriais.


Durante o ano foram realizadas reuniões no BNDES e encontros entre representantes da própria instituição e do Ministério da Saúde para avaliar a questão. A formação de um grupo técnico também poderá significar novos avanços diante da crise. De acordo com Henrique Paim, o BNDES poderá ampliar a carência de seis meses para um ano e avalia outras possibilidades.


De acordo com o senador Waldemir Moka (PMDB-MS), enquanto a saúde no Brasil for subfinanciada os problemas vão continuar. O senador sul-mato-grossense, que é médico, argumentou que o Governo federal precisa investir o mínimo de 10% de sua receita bruta no setor. “Evidentemente que há erros de gestão na saúde. Mas, fundamentalmente, o problema maior é a falta de dinheiro para construção de mais leitos, de equipamentos e medicamentos, além de um plano de carreira decente para os profissionais da saúde”, afirmou Moka.


Participaram do encontro os senadores Ronaldo Caiado (DEM-GO), Elmano Ferrer (PTB-PI) e Humberto Costa (PT-PE), o presidente da Frente Parlamentar em Defesa das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos, deputado Antonio Brito (PTB-BA), e os representantes das Santas Casas: presidente da Confederação das Santas Casas de Misericórida, Hospitais e Entidades Filantrópicas (CMB), Edson Rogatti; diretor-geral da CMB, José Luiz Spigolon; diretor Financeiro da Santa Casa de Porto Alegre, Ricardo Englert; e superintendente de Planejamento Financeiro da Santa Casa de Belo Horizonte, Gonçalo Abreu Barbosa.

• • • • • 

• Junte-se à comunidade Capital News!
Acompanhe também nas redes sociais e receba as principais notícias do MS onde estiver.

• • • • • 

• Participe do jornalismo cidadão do Capital News!
Pelo Reportar News, você pode enviar sugestões, fotos, vídeos e reclamações que ajudem a melhorar nossa cidade e nosso estado. 

 

Comente esta notícia


Reportagem Especial LEIA MAIS