A busca pela segurança dos animais de estimação em Mato Grosso do Sul ganhou um aliado tecnológico importante: o microchip. Atuando como um "RG" animal, o dispositivo armazena um número de registro único vinculado aos dados do tutor em um sistema digital. "A aplicação é bem simples e funciona de forma similar à vacinação, e também não há necessidade de aplicar anestesia antes", explicam os técnicos, destacando que o procedimento é indolor e fundamental para identificar o animal caso ele se perca.
Os números da Superintendência de Bem-Estar Animal (Subea) confirmam que os campo-grandenses abraçaram a ideia. Somente no ano de 2025, foram realizados 11.108 procedimentos na Capital. Se somarmos o histórico desde 2023, o montante ultrapassa a marca de 31 mil animais microchipados, refletindo uma mudança de cultura sobre a posse responsável no estado. O sucesso da campanha reforça o compromisso da gestão municipal com o bem-estar dos pets e a tranquilidade das famílias.
É importante desmistificar o funcionamento da tecnologia para não gerar falsas expectativas. Diferente do que muitos pensam, o microchip não funciona como um GPS para rastreamento em tempo real, mas sim como uma ferramenta de identificação. Caso o animal seja encontrado e levado a uma unidade de saúde ou à própria Subea, o número de registro é lido por um aparelho específico, permitindo que a prefeitura localize imediatamente o contato do tutor no banco de dados.
A estrutura de atendimento em Campo Grande está concentrada na unidade central da Subea, localizada na Rua Rui Barbosa, 3538, na Vila Alta. Os serviços são oferecidos gratuitamente de segunda a sexta-feira, em um horário estendido das 7h30 às 13h. Para quem busca a microchipagem ou a vacina antirrábica, o acesso é facilitado, sendo os únicos serviços que dispensam a apresentação de documentos socioeconômicos para a realização do procedimento.
Além da identificação eletrônica, a "carta de serviços" da superintendência em MS é vasta e visa o controle populacional e sanitário. Diariamente, são distribuídas 15 senhas para castração e 15 para consultas veterinárias. O catálogo de cuidados gratuitos inclui ainda vermifugação e aplicação de carrapaticida, garantindo que a saúde dos cães e gatos da região seja mantida sem custos para a população que mais precisa de suporte.
Para os demais atendimentos que não sejam vacina ou chip, o tutor precisa estar atento às regras de acesso. É necessário apresentar o CadÚnico atualizado e impresso para garantir o atendimento gratuito aos pets. Essa iniciativa de Mato Grosso do Sul serve de exemplo sobre como políticas públicas integradas podem reduzir o abandono e melhorar a qualidade de vida animal, transformando a relação entre a cidade e seus moradores de quatro patas.
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