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Ciência e Tecnologia Domingo, 19 de Abril de 2026, 10:03 - A | A

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inov

Biotecnologia do Pantanal cria corante natural e sustentável em Mato Grosso do Sul

Empresa aposta em microrganismos para substituir corantes químicos e de origem animal

Elaine Oliveira
Capital News

Uma alternativa inovadora aos corantes vermelhos tradicionais está sendo desenvolvida em Mato Grosso do Sul. A Arandu Biotecnologia criou um corante natural produzido a partir de microrganismos encontrados no solo do Pantanal, com potencial de aplicação em diferentes setores industriais.

A tecnologia utiliza processos biotecnológicos, como a fermentação, para estimular o crescimento controlado desses microrganismos e gerar o pigmento. O modelo permite produção contínua, sem depender de fatores como clima ou sazonalidade, além de reduzir impactos ambientais por não utilizar insumos de origem animal ou solventes químicos agressivos.

O produto também atende à crescente demanda por itens “clean label”, voltados a consumidores que buscam composições mais simples e alinhadas a práticas sustentáveis.

Sócio-fundador da empresa, Arthur Ladeira Macedo destaca a origem científica da iniciativa. “O Centelha foi o pontapé inicial para tirar a tecnologia do papel e consolidar as primeiras entregas técnicas e de estruturação”, afirmou.

Atualmente, a empresa está em fase de transição do laboratório para a escala piloto pré-industrial, etapa que envolve aumento da produção, padronização e testes em condições próximas às da indústria. O foco é garantir desempenho, estabilidade e repetibilidade do corante em diferentes aplicações.

O avanço da Arandu é resultado do apoio do Programa Centelha, iniciativa que conecta pesquisa científica ao mercado. A nova edição do programa prevê investimento de R$ 6,5 milhões, com seleção de até 47 propostas e apoio financeiro que pode chegar a R$ 139,6 mil por projeto.

Coordenado pelo Ministério da Ciência Tecnologia e Inovação, em parceria com a Finep e o CNPq, o programa é executado em Mato Grosso do Sul pela Fundect, vinculada à Semadesc.

A iniciativa reforça o potencial da biotecnologia como ferramenta para agregar valor aos recursos naturais do Estado, promovendo inovação, sustentabilidade e novas oportunidades de negócios a partir da pesquisa científica.

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