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Ciência e Tecnologia Segunda-feira, 20 de Abril de 2026, 18:24 - A | A

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Segurança Digital

Falha em senhas gera mil chamados por mês e sobrecarrega TI em Campo Grande

Esquecimento de credenciais representa 16% de toda a demanda da Agetec em Mato Grosso do Sul

Viviane Freitas
Capital News

A segurança digital na Prefeitura de Campo Grande enfrenta um desafio comum, mas volumoso: o fator humano. A Agência Municipal de Tecnologia da Informação e Inovação (Agetec) revelou que, apenas em março deste ano, a central de suporte registrou 6.408 chamados, dos quais 1.017 foram destinados exclusivamente à redefinição de senhas. Esse volume de bloqueios e esquecimentos impacta diretamente a agilidade da administração pública sul-mato-grossense, retirando técnicos de tarefas complexas para resolver problemas básicos de acesso.

A diretora de Atendimento e Suporte da Agetec, Valdirene Alegre, enfatiza que a organização pessoal dos servidores é a primeira barreira de proteção de dados do município. "Cuidar das credenciais de acesso é uma atitude simples que faz muita diferença no dia a dia. Quando os servidores evitam esquecimentos, eles protegem seus dados e ajudam a diminuir a quantidade de chamados abertos", explicou. A gestão municipal reforça que a economia de tempo com burocracias de acesso reflete em um atendimento melhor e mais rápido para o cidadão campo-grandense.

Na prática, o impacto vai além do setor de informática e atinge a produtividade individual de cada departamento. "Cada esquecimento faz com que o próprio servidor perca tempo de trabalho, pois precisa interromper a rotina para a redefinição", destacou a diretora. Para evitar esse gargalo, a Política de Segurança da Informação (PSI) de Mato Grosso do Sul é rigorosa: é terminantemente proibido o compartilhamento de senhas, o uso de credenciais de terceiros ou a anotação de códigos em locais visíveis, como post-its colados em monitores.

A estratégia da prefeitura é transformar a cultura digital do servidor para que a equipe técnica possa focar em melhorias sistêmicas e manutenção especializada. Com menos chamados para "troca de senha", a Agetec consegue garantir sistemas mais estáveis e seguros contra ataques externos. Além disso, a norma vigente exige que qualquer estação de trabalho seja bloqueada imediatamente durante ausências, mesmo que breves, para impedir acessos indevidos que possam comprometer a integridade dos dados públicos.

O suporte técnico orienta que, em casos inevitáveis de perda de acesso, o procedimento padrão deve ser o contato imediato com a central oficial para a geração de uma nova chave, com alteração obrigatória no primeiro uso. Esse fluxo garante que o usuário permaneça como único responsável pela guarda e sigilo de sua identidade digital. Em Campo Grande, a conscientização sobre o uso das ferramentas de TI é vista como uma peça-chave para a modernização da máquina pública e a proteção do patrimônio informativo do Estado.

Ao reduzir a incidência de falhas operacionais básicas, a administração municipal busca otimizar a continuidade dos serviços oferecidos à população. Sistemas mais disponíveis e técnicos com tempo para inovação resultam em uma prefeitura mais conectada e eficiente. A meta da Agetec para os próximos meses é diminuir drasticamente o percentual de 16% de chamados por senhas, transformando a segurança da informação em um hábito compartilhado por todos os colaboradores da capital sul-mato-grossense.

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