Segundo a Anvisa, está suspensa a fabricação e o uso de todos os produtos fabricados pela empresa Aguifarma. Os produtos não estariam de acordo com as exigências regulamentares definidas pela Anvisa.
De acordo com Francisco Aguiar, proprietário da Aguifarma, um pedido de reavaliação dos testes realizados com os produtos foi encaminhado à Anvisa e a empresa aguarda pelos resultados. “Trabalhamos com produtos tradicionais da região amazônica e é preciso rever os registros de produtos naturais no país. São produtos usados há muitos anos no Norte e Nordeste”, diz.
A agência determinou a interdição cautelar, por 90 dias, do lote 577246 do xampu Infantil Calêndula, da marca Lorys Baby, fabricado em janeiro de 2008 pela Indústria e Comércio Santa Thereza. Um laudo emitido pela Fundação Ezequiel Dias teria indicado problemas de rotulagem e na contagem total de bactérias mesófilas do lote.
O comércio do formol para desinfecção, fabricado pela empresa Lima e Pergher Indústria, Comércio e Representação também foi suspenso pela agência. A Anvisa afirma que o produto não possui registro e é proibida a utilização de formol para fins de desinfecção. De acordo com Marcos Perger, assessor de imprensa da empresa, o formol foi substituído nos produtos de desinfecção há mais de um ano e não é mais comercializado.
A Anvisa determinou ainda a interdição cautelar, por 90 dias, do lote 79707 do medicamento Carbidopa 25mg + Levodopa 250mg, fabricado em agosto de 2007 pelo laboratório Neo Química Comércio e Indústria. Ensaios feitos pelo Laboratório Central de Saúde Pública da Secretaria de Saúde do Ceará teriam demonstrado resultados insatisfatórios no teor, dissolução e uniformidade de doses unitárias de Carbidopa do lote.
O laboratório afirma que o lote 79707 encontra-se em condições satisfatórias. "Foi solicitada à Anvisa uma análise de contraprova, cujo resultado ainda não é conhecido. Para obter um completo esclarecimento e poder tomar as medidas necessárias, a empresa aguarda o resultado desta análise", diz nota oficial divulgada pela assessoria de imprensa da empresa.
O uso do produto Mepilex Border (um tipo de curativo) e sua distribuição também foram suspensos pela Anvisa por falta de registro. O produto é importado pela empresa Neve Indústria e Comércio de Produtos. A empresa disse que possui o registro do produto Mepilex Border, com validade até 2013.
Ainda por ausência de registro foram suspensas a fabricação e o uso dos produtos Racco Protetor Solar Facial e Racco Sabonete Íntimo, fabricados por Bayonne Cosméticos e a fabricação e distribuição de todos os medicamentos fabricados por Pronabel Laboratório Industrial.
A Anvisa interditou cautelarmente, por 90 dias, o lote 311007053 da coloração creme Kanechom, com Silicone e Proteína de Seda, Realce Tom Profissional, Acaju 5.5. Um laudo da Fundação Ezequiel Dias teria indicado resultados insatisfatórios na rotulagem e PH da água oxigenada cremosa do produto. (G1)
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