Todo candidato é otimista por natureza. Até quem mais teria motivos para ser tomado pelo pessimismo, termina a corrida eleitoral de cabeça erguida. Evander Vendramini (PP), Sidney Melo (PSOL) e Prof. Monje (PSTU), com chances praticamente nulas, neste pleito eleitoral, dizem estar confiantes em chegar ao segundo turno.
“A realidade é muito diferente do que dizem as pesquisas. Na minha equipe, ninguém nunca foi entrevistado. E as pesquisas ainda induzem o eleitor a declarar votos em determinados candidatos”, disse Suel Ferranti, candidato a vice-governador ao lado de Prof. Monje, ambos do PSTU.
Ainda apreensivo com as pesquisas, mas em situação melhor do que os três nanicos, Nelsinho Trad (PMDB) ainda tem chances de brigar pelo segundo turno, embora se veja cada dia mais distante de Azambuja. “A única pesquisa certa é a de 5 de outubro”, foi seu lema quando se viu consolidado em terceiro lugar.
Reinaldo Azambuja (PSDB) vai para o “tudo ou nada”, e deve acompanhar a apuração voto a voto. Uma variação mínima pode decidir se ele vai ou não enfrentar Delcídio, que lidera todas as pesquisas. Reinaldo foi o primeiro a declarar repúdio às pesquisas. O trauma teve início quando concorreu à prefeitura de Campo Grande em 2012. Nas pesquisas, Reinaldo tinha cerca de 10% de intenções de voto, mujito atrás de Edson Giroto e Alcides Bernal, mas quando as urnas foram abertas, alcançou pouco mais de 25%.
Delcídio do Amaral (PT) é outro otimista, mas um degrau acima: ele é o único que acredita na vitória em primeiro turno. Pela margem das pesquisas, assim como Reinaldo Azambuja, o senador acompanha apreensivo a apuração voto a voto, mas tem chances de levar as eleições neste domingo.
