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Segunda-Feira, 07 de Novembro de 2011, 10h:09
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Artesãs de assentamento e aldeias criam linha de moda sustentável para preservar cerrado em MS

Isabela Carrato - Capital News (www.capitalnews.com.br)

As artesãs do Movimento de Economia Solidária participam do curso de designer de modas que iniciou ontem (06) e vai até amanhã (08) em Campo Grande (MS).

As trabalhadoras rurais extrativistas de assentamentos e aldeias indígenas de Mato Grosso do Sul, mostram sua criatividade em seus artesanatos que vai desde tecelãs e até o simples modo pintar seus tecidos o couro do peixe e criar algo diferente.

O objetivo do curso é qualificar as trabalhadoras e desenvolver uma linha de moda sustentável, com vestimentas e acessórios confeccionados através de cadeias produtivas que utilizam e ao mesmo tempo preservam a biodiversidade da flora do Cerrado.

A iniciativa é do projeto Gestão em Rede e conta com a parceria de consultoras da Migue Confecções, empreendimento do Movimento de Economia Solidária em Cuiabá (MT).

A coordenadora do Projeto, Rosane Bastos, afirma que a proposta traz um modo de produção que privilegia a conservação do Cerrado, promove desenvolvimento cultural e estreita laços entre Economia Solidária Urbana e Rural.

“Essa capacitação vai fortalecer o grupo de trabalhadoras, qualificando-as e gerando visibilidade para os produtos. Além disso, a capacitação é uma oportunidade social e econômica, de geração de renda, para mulheres nos assentamentos rurais, aldeias, e comunidades urbanas envolvidas no processo”, explica a coordenadora.

Os modelos que estão sendo desenvolvidos pelas trabalhadoras utilizam matérias primas como fibras naturais de bananeira e taboa, tecelagem de fios de algodão tingidos com corantes naturais feitos a base de folhas e frutos; sementes de frutos do Cerrado, couro de peixe, entre outros.

Curso
O curso de designer é composto de quatro módulos. Os primeiros dois módulos foram realizados nos meses de setembro e outubro, no assentamento Andalúcia, em Nioaque.

As trabalhadoras desse assentamento têm uma trajetória significativa no processo da cadeia produtiva da tecelagem com a utilização de matérias-primas locais como fibras naturais de origem vegetal, corantes naturais provenientes de plantas do Cerrado, sementes, entre outros elementos, com cores e texturas que dão tom especial aos produtos confeccionados pelas trabalhadoras.

O terceiro módulo, que começa neste domingo (6) e vaia até a terça-feira (8), será realizado na Central de Economia Solidária, que fica na rua Dom Aquino (ao lado do shopping Pantanal), região central de Campo Grande. 

Desfile de moda sustentável

Os modelos de roupas e acessórios, criadas durante os módulos do curso pelas trabalhadoras rurais extrativistas, tecelãs e artesãs, serão apresentados durante um desfile de modas na II Feira Estadual de Agricultura Familiar e Economia Solidária. O evento acontece em dezembro deste ano, em Campo Grande.

Além do desfile, a linha de moda fará parte de um catálogo, junto com outros produtos da agricultura familiar e da atividade extrativista do estado, feita por trabalhadores dos assentamentos que participam do Projeto Gestão em Rede.

Projeto Gestão em Rede

O projeto Gestão em Rede tem como objetivo consolidar iniciativas de produção sustentável no Cerrado através de ações integradas entre Agricultores Familiares Extrativistas e Economia Solidária. Atualmente, centenas de trabalhadores(as) atuam em cadeias produtivas que utilizam de forma sustentável a biodiversidade do bioma Cerrado.

O projeto é realizado pelo Centro de Produção e Pesquisa do Cerrado (Ceppec), A Casa Verde, Socioambiental Consultoria e conta com o apoio do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA).

1 COMENTÁRIO:

Gostei da matéria achei super interessante
enviado por: jeferson pascoleto em 07/11/2011 às 17:14:00
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