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SobreVivi - Vivi para ver Domingo, 21 de Abril de 2024, 15:44 - A | A

Domingo, 21 de Abril de 2024, 15h:44 - A | A

Coluna SobreVivi - Vivi para ver

Saudade!

Por Vivianne Nunes

Da coluna SobreVivi - Vivi para ver
Artigo de responsabilidade do autor

Acervo Pessoal

 ColunaSobreVivi

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Vamos falar de saudade? Da falta que me faz o primeiro homem que amei e que tanto mais me amou e da forma como não nos despedimos! Inevitável não sentir culpa das vezes em que podíamos estar juntos, mas fomos afastados e consumidos pelo tempo. Não pelo dele, que já tinha tempo de sobra, mas pelo meu. Meus compromissos e também meu cansaço. Sim, as vezes estamos cansados demais para sair de casa e visitar as pessoas que a gente ama. Outras tantas vezes perdemos tempo remoendo coisas antigas, quando deveríamos estar relembrando histórias como as da infância, por exemplo. E nós temos várias.

Meu primeiro amor se foi na madrugada do dia 9 de fevereiro. Jamais vou esquecer a despedida que não foi feita. Assim como não vou, não posso e nem quero esquecer nossos momentos, nossa história escrita com suor e sangue.

Pai, clichê dizer que você foi meu herói, meu bandido.

Hoje me olho no espelho e vejo tanto dele em mim! Dos olhos ao sorriso. Naquela noite, só pude segurar o seu relógio e por alguns segundos lembro de pensar que tudo não passaria de um sonho, um pesadelo. Fechei os olhos e cheguei a pensar que aquele relógio poderia retroagir no tempo, voltar, fazer tudo diferente. Que pensamento de criança, pai.

O convite do meu casamento continua lá, em seu nome!
O amor que eu tenho por você continua aqui, todos os dias.

Sabe aquela caixa de documentos e alguns objetos deixados para trás? Estão lá e ainda têm seu cheiro. Eu lembro do senhor todos os dias e todos os dias dói um pouco.

Dizem que com o tempo vira só saudade. Eu espero ansiosa por esse tempo pai, em que minha tristeza seja só saudade.

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