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Domingo, 01 de Novembro de 2020, 11h:57
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Marcas com modelos fora do padrão indicam mudanças na indústria da beleza

Por Aline Reis

Da coluna Moda e Beleza
Artigo de responsabilidade do autor

Representação inclusiva tem um grande impacto na autoestima das pessoas

Divulgação

ColunaModaEBeleza

Para muitos, garantir a representação adequada de diferentes grupos na mídia é uma questão banal e “progressista”, quando, na realidade, a representação vai além, servindo como uma ferramentas essencial para que as pessoas se sintam confortáveis sendo quem são. Perceber que pessoas com corpos e estilos de vida semelhantes têm espaço na mídia, aparecendo em filmes, séries e anúncios publicitários, é um passo importante para a validação pessoal.

O universo da publicidade sempre foi um dos mais conservadores quando o assunto é sair dos padrões. Marcas que usam modelos gordos, negros, portadores de deficiência ou com idade avaçada são exceção, enquando a maioria ainda se restringe aos padrões de beleza convencionais, com modelos magros e brancos, muitas vezes vestidos com roupas apertadas, como calça skinny ou somete de roupa íntima, exaltando aquele tipo de corpo.

Apesar do cenário, algumas empresas já têm mostrado uma mudança no posicionamento, especialmente aquelas comandada por pessoas que já têm algum envolvimento com causas sociais. Esse é o caso da Fenty, marca de moda e cosméticos criada pela cantora Rihanna, que reacendeu o debate acerca da variedade de corpos em campanhas de moda após o desfile Savage x Fenty, que contou com modelos fora dos padrões estéticos.

O evento ganhou atenção nas redes sociais, e permitiu a abertura de um espaço para que homens contassem suas histórias, falando sobre como a representatividade masculina também é uma questão, e relatando como esse tipo de representatividade influencia a autoestima e o processo de aceitação pessoal. Um dos modelos que teve destaque foi Steve G., um homem negro e gordo, com um corpo considerado por muitos como “não comercial”, mas que se aproxima do que é real, trazendo uma referência para homens que não se enxergam nas campanhas da maioria das marcas.

A discussão vai além, incluindo outros campos da moda e beleza, como os cosméticos, com bases e corretivos que não contemplam tons de pele mais escuros, limitando as opções de mulheres negras, que muitas vezes precisam pagar mais caro ou escolher um produto com um tom “aproximado”, diferente dos cosméticos encontrados para mulheres brancas, com uma gama mais variada de cores. Apesar do cenário estar mudando, incluindo diferentes tipos de pessoas, é preciso fazer mais, e continuar cobrando das marcas um posicionamento que acompanhe as mudanças sociais. Adquirir produtos de marcas com esse tipo de política é outra maneira de colaborar, mostrando para a indústria quais são as necessidades dos consumidores, e como essas questões são relevantes para o público.

 

 

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