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Fronteira do Negócio Sábado, 09 de Maio de 2026, 13:43 - A | A

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Coluna Fronteira do Negócio

Investir em saúde mental da equipe traz retorno financeiro

Por Luisa Pereira

Da coluna Fronteira do Negócio
Artigo de responsabilidade do autor

Empresas que cuidam do bem-estar dos colaboradores registram aumento de 21% em produtividade e até 41% em lucratividade

fauxels/Pexels

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Investir no bem-estar e na saúde mental e física da equipe vai além de uma boa prática, é uma estratégia de lucro e permanência, resultando em retorno financeiro direto para as empresas. Quando um funcionário se sente amparado, valorizado e assistido, ele se dedica mais, entrega melhor e permanece mais tempo na empresa.

Dados revelam que corporações que cuidam do bem-estar de seus colaboradores registram aumento médio de 21% em produtividade e até 41% em lucratividade, segundo estudos da Gallup.

Trata-se, então, de uma necessidade competitiva para quem deseja atrair talentos especializados e contar com uma equipe saudável e com indivíduos de alta performance.

Investir na saúde mental da equipe aumenta a rentabilidade da empresa

De acordo com a pesquisa “ROI do Bem-Estar 2025”, conduzida pelo Wellhub, 70% dos CEOs consideram o bem-estar dos colaboradores essencial para o sucesso financeiro das companhias. Além disso, 65% afirmam que, para os colaboradores, cuidar da saúde é tão importante quanto o salário.

Nesse contexto, 94% dos líderes já observam retornos positivos ao investir em bem-estar. Entre os principais resultados estão o aumento da produtividade, a redução do absenteísmo e a queda na rotatividade.

É preciso que esteja claro que motivação vai além do aumento salarial, bonificações por desempenho ou metas a serem batidas. Ela passa por reconhecimento, apoio em momentos difíceis, oportunidade de crescimento e segurança para lidar com imprevistos, como irregularidades recebidas por meio de um canal de denúncias.

Entre os benefícios estratégicos que podem ser oferecidos à equipe, a promoção da saúde mental, por meio de recursos como terapia e workshops; espaço de trabalho acolhedor e inclusivo, que pode incluir desde espaços ergonômicos e para descanso e lazer até a realização de eventos que incentivem a interação e a convivência e flexibilidade, como, por exemplo, oferecer opções de trabalho remoto ou horários flexíveis, que permitem um equilíbrio entre a vida pessoal e a vida profissional.

Entre outras ações que podem ser adotadas está o incentivo a práticas como hobbies e atividades físicas fora do horário comercial, que contribuem para melhorar a qualidade de vida dos colaboradores e impactam, de forma positiva, na produtividade e na satisfação da equipe.

É possível, ainda, adotar iniciativas como programas de qualidade de vida, desafios esportivos, ginástica laboral e parcerias com academias. Essas ações ajudam a reduzir o estresse, o que reflete diretamente no ambiente corporativo. Além disso, o reconhecimento e o feedback positivo valorizam os esforços, fortalecendo a autoestima e o engajamento no dia a dia.

Os resultados aparecem em forma de menor taxa de absenteísmo e rotatividade, o que significa menos interrupções e mais eficiência; aumento do engajamento, que pode incrementar a produtividade e a inovação; uma cultura organizacional mais robusta, que pode ser alcançado, também por meio de treinamento de compliance; além de chances de maior rentabilidade da empresa.

O retorno sobre o investimento (ROI) em pessoas pode ser medido de várias maneiras, desde a melhoria da satisfação dos colaboradores até o aumento da receita da empresa. Estudos da Organização Mundial de Saúde (OMS) apontam que o investimento em saúde mental no ambiente de trabalho traz um ROI entre quatro e oito vezes o valor investido.

Segundo informações da Federação Nacional das Empresas Prestadoras de Serviços de Limpeza e Conservação (Febrac), empresas que oferecem bons benefícios têm 50% mais chances de reter talentos. “Isso não é apenas uma vantagem competitiva, é uma estratégia de sustentabilidade do negócio, conservando os melhores do time e devolvendo o controle de gestão para mão do empresário, de forma orgânica e natural.”

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