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Saiba por que os alimentos orgânicos custam mais, embora sejam mais saudáveis para a saúde

Por Laura Fassina

Da coluna Bem-Estar
Artigo de responsabilidade do autor

Os alimentos orgânicos necessitam de uma série de cuidados, tanto no plantio quanto no manuseio dos alimentos diferentes da agricultura em larga escala

iStock

ColunaBem-Estar

Comer alimentos orgânicos não é novidade; afinal, o ser humano já fazia isso desde os tempos pré-históricos. O que mudou foi que após o boom da produção em larga escala de alimentos in natura, exportados para o mundo todo, a monocultura e a utilização de agrotóxicos passou a ser normalizada na agropecuária, como meio de tornar as etapas de produção mais eficientes, desde a semeadura até a colheita.

Com o passar dos anos, o excesso de agrotóxicos e a monocultura passaram a apresentar algumas consequências para o meio ambiente e para a saúde do ser humano. Com isso, vários países do mundo, incluindo o Brasil, passaram a incentivar a produção de alimentos orgânicos, como uma forma de agricultura extrativista sustentável, que não poluísse o solo, a água e o ar. É um ramo econômico em crescimento, principalmente durante a pandemia, quando as pessoas passaram a se preocupar mais com a saúde. No Brasil, em 2021, o aumento do consumo de orgânicos foi de 63%, se comparado ao ano de 2019.

Mas se engana quem pensa que plantar orgânicos é só semear e deixar a natureza se virar “naturalmente”. Ao contrário, os alimentos orgânicos necessitam de uma série de cuidados, tanto no plantio quanto no manuseio dos alimentos, e para serem vendidos como orgânicos, precisam se adequar a uma série de exigências, que estão previstas na Lei 10.831/2003.

Dentre as principais exigências estabelecidas na lei dos orgânicos, estão: o compromisso socioambiental, o não cultivo de transgênicos, a não utilização de produtos químicos, como os agrotóxicos, e respeitar os direitos dos trabalhadores. Para que as empresas cumpram as regras, elas são fiscalizadas por empresas certificadoras privadas, autorizadas pelo Ministério da Agricultura, que emitem o selo de “Produto Orgânico Brasil”.

De acordo com a Associação de Promoção dos Orgânicos (Organis), atualmente, o país possui cerca de 25 mil produtores cadastrados no MAPA, e em sua maioria, são agricultores familiares.

Por que os orgânicos custam mais?
Para conseguir se enquadrar como um produtor de orgânico, o agricultor tem que seguir diversas normas que fazem com que a produção seja mais lenta e o processo, bem mais custoso. Por não utilizar agrotóxicos, os alimentos demoram mais para crescer e chegar ao ponto de colheita; não pode plantar muitos hectares de uma única espécie, pois isso prejudica o solo, que precisa de um tempo de descanso maior do que na monocultura.

Ainda, como os remédios utilizados contra as pragas têm que ser naturais, é mais recomendado manter uma produção pequena, que consiga ser controlada mais de perto. Além disso, todas as pessoas que trabalham com orgânicos precisam estar registradas formalmente, o que também pode sair mais caro para o empresário.

Tem ainda o fator do próprio supermercado que supervaloriza os preços dos orgânicos, como uma estratégia de venda para um público seleto, que investe em alimentos mais saudáveis, suplementos alimentares e outros produtos para se manter em forma. Outro ponto é que, por serem mais integradas a esse meio, essas pessoas entendem melhor o uso da suplementação em seu dia a dia, pois superou questões como “creatina engorda?” ou “devo tomar whey todos os dias?”.

Todavia, não é preciso pagar tão caro para se alimentar bem e saudável. Existem diversas formas de adquirir os produtos orgânicos, atualmente, fora dos supermercados, como em feiras de bairros, feiras online e assinatura de cestas compradas direto dos produtores.

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