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Redes sociais e saúde mental: existe mesmo influência?

Por Laura Fassina

Da coluna Bem-Estar
Artigo de responsabilidade do autor

Com a internet cada vez mais onipresente, impactos negativos já são estudados por especialistas

iStock

ColunaBem-Estar

Aplicativos de mensageria, e-mails, streamings de música e vídeo, compartilhamento de imagens e mais: tudo isso está no bolso de jovens e adultos de todas as idades de forma permanente, e há cerca de uma década, nada disso era tão fácil.

Os estímulos constantes dos smartphones e da internet em geral já vêm chamando a atenção de especialistas em neurologia, psicologia e saúde mental há algum tempo. Não só pelo fato de serem extremamente recentes, em relação à história humana, as redes sociais também têm consumido uma margem enorme dos nossos dias, inclusive gerando vício.

É o chamado IA (adicção por internet), que tem afligido grandes percentuais da população, através do constante estímulo de notificações e chats e da liberação de dopamina rápida no cérebro, ao entrar em contato com esses fatores.

Esse quadro ainda teve uma grande piora na pandemia, quando a população estava mais em casa e mais disponível para o uso da internet durante longos períodos, além de necessitarem, em grande parte, dos meios digitais para se conectar com familiares e amigos. Segundo pesquisa da Royal Society Public Health, a maioria dos jovens percebe que as redes sociais são prejudiciais à sua saúde mental, e 5% deles já são considerados viciados.

Mas, afinal, qual o impacto das redes no nosso dia a dia?
A pesquisa, feita no Reino Unido, revelou alguns dos danos e impactos que as redes podem causar no psicológico, quando usadas excessivamente. Ela aponta, por exemplo, que o compartilhamento de fotos em redes específicas para esse fim pode causar insônia, queda de autoestima e distorção da autoimagem, além do superdiscutido ''fear of missing out'' (FOMO), ou, em tradução livre, ''medo de ficar de fora''.

A deturpação da própria imagem foi relatada por mais de 70% dos jovens e por mais de 90% de jovens mulheres e meninas. Esses tipos de efeitos negativos podem dar origem a gatilhos emocionais, que, por sua vez, estão muito relacionados à depressão, transtorno de ansiedade generalizada, borderline, bipolaridade, entre outros.

Algumas redes sociais já vêm tomando algumas providências quanto a conteúdos nocivos, como os que incentivam o emagrecimento de maneira não saudável, o suicídio ou a automutilação.

Mesmo assim, é muito importante se atentar ao conteúdo que é consumido nas redes sociais. Procurar deixar de seguir perfis que geram tristeza ou angústia, controlar o tempo total investido em smartphones e, claro, procurar ajuda psicológica são atitudes que podem ajudar no combate aos malefícios das redes.

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