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Coluna Bem-Estar

Como diferenciar sintomas de rinite, bronquite e asma?

Por Thais Hott

Da coluna Bem-Estar
Artigo de responsabilidade do autor

Espirros, tosse, chiado no peito e falta de ar podem indicar condições diferentes

Olga Yastremska/iStock

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Os sintomas de rinite, bronquite e asma costumam ser confundidos, especialmente durante períodos de clima seco, frio ou aumento da poluição no ar. Não por acaso, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a asma afetou cerca de 363 milhões de pessoas no mundo em 2023. Já a rinite alérgica afeta aproximadamente 30% da população brasileira, de acordo com a Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI).

Como essas doenças respiratórias compartilham alguns sinais e podem até coexistir, muitas pessoas têm dificuldade para identificar qual condição está por trás do desconforto. A confusão também é favorecida pelos gatilhos em comum: poeira, ácaros, fumaça, mudanças bruscas de temperatura e poluentes presentes no ar podem desencadear ou agravar crises respiratórias.

Inclusive, a própria OMS considera a poluição atmosférica um dos principais fatores de risco ambiental para a saúde, com impacto direto sobre o sistema respiratório.

Entenda as diferenças e semelhanças entre os sintomas de rinite, bronquite e asma

Embora apresentem manifestações semelhantes, cada condição afeta uma região diferente do organismo e possui características próprias.

Rinite alérgica
A rinite atinge principalmente a mucosa nasal. Os sintomas mais frequentes são: — Espirros repetidos; — Coriza; — Nariz entupido; — Coceira no nariz, nos olhos e na garganta.

Ao contrário de infecções respiratórias, a rinite não costuma causar febre. Os episódios geralmente surgem após contato com alérgenos, como ácaros, poeira doméstica, mofo e pelos de animais. Dependendo da frequência das crises, o tratamento pode incluir tanto o controle dos gatilhos ambientais quanto medicamentos indicados para reduzir a inflamação e os sintomas.

Bronquite
A bronquite é uma inflamação dos brônquios, estruturas responsáveis por levar o ar até os pulmões. Os principais sinais incluem: — Tosse persistente; — Produção de secreção; — Falta de ar; — Chiado no peito; — Sensação de aperto no tórax.

Nos quadros agudos, a doença costuma estar associada a infecções virais ou bacterianas e geralmente melhora em poucas semanas. Já a bronquite crônica tem forte relação com o tabagismo e a exposição prolongada a agentes irritantes, exigindo acompanhamento contínuo para o controle dos sintomas.

Asma
A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas inferiores. Durante os episódios de asma, ocorre um estreitamento dos brônquios, dificultando a passagem do ar. Os sintomas mais comuns são: — Falta de ar; — Chiado no peito; — Tosse seca; — Cansaço; — Sensação de pressão no tórax.

As crises podem ser desencadeadas por poeira, fumaça, ácaros, infecções respiratórias, cheiros fortes, mudanças climáticas e até fatores emocionais, como estresse e ansiedade. Por ser uma condição crônica, a asma costuma exigir acompanhamento contínuo.

Entre os tratamentos mais conhecidos para as crises estão os medicamentos inalatórios de alívio rápido, popularmente chamados de bombinhas para asma, que ajudam a abrir as vias respiratórias durante episódios de falta de ar. Em alguns casos, o médico também pode indicar medicamentos de uso contínuo, como corticoides inalatórios combinados com broncodilatadores de longa duração, entre eles o Alenia, utilizados para controlar a inflamação das vias aéreas, reduzir a frequência das crises e melhorar a respiração a longo prazo.

Como essas condições agem nas vias aéreas superiores e inferiores?

Uma maneira simples de diferenciar os quadros é observar a região afetada. A rinite compromete as vias aéreas superiores, especialmente o nariz. Já a bronquite e a asma atingem as vias aéreas inferiores, que incluem os brônquios e os pulmões.

Essa distinção ajuda a entender por que uma pessoa com rinite costuma apresentar espirros e congestão nasal, enquanto quem enfrenta quadros agudos de asma ou bronquite relata dificuldade para respirar e sensação forte de dor no peito.

Outro ponto importante é que nariz e pulmões funcionam de forma integrada. Por isso, pneumologistas, alergologistas e otorrinolaringologistas observam com frequência a presença simultânea de rinite e asma. Segundo a ASBAI, cerca de 80% das pessoas com asma também apresentam rinite alérgica, o que ajuda a explicar por que os sintomas dessas condições costumam ser confundidos.

Além dos fatores genéticos, o ambiente exerce papel decisivo nesse cenário. De acordo com a OMS, a exposição a poluentes e alérgenos presentes no ar pode agravar doenças respiratórias. Em ambientes pouco ventilados, ácaros e poeira tendem a se acumular, aumentando o risco de crises em pessoas sensíveis.

Quando buscar ajuda médica e tratamento contínuo?

Quando os sintomas passam a ser frequentes ou interferem na rotina, o acompanhamento médico se torna fundamental. Em doenças como a asma e a bronquite crônica, controlar a inflamação das vias aéreas é uma etapa fundamental do tratamento, já que a progressão da doença pode comprometer a função respiratória ao longo dos anos.

Sintomas persistentes de falta de ar, tosse recorrente, congestão nasal frequente ou chiado no peito devem ser avaliados por pneumologistas, alergologistas e otorrinolaringologistas, a depender de cada caso.

O diagnóstico correto depende de exames e da análise do histórico clínico do paciente e, por isso, nenhuma dessas condições pode ser identificada apenas pela observação superficial dos sintomas. O tratamento varia de acordo com a doença, a intensidade das manifestações e a frequência das crises.

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