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Saúde Quarta-feira, 08 de Abril de 2015, 12:09 - A | A

Quarta-feira, 08 de Abril de 2015, 12h:09 - A | A

Caos

"Se não houver repasse da prefeitura em 30 dias o hospital pode parar", diz diretor da Santa Casa

Taciane Peres
Capital News

A diretoria da Santa Casa, juntamente com profissionais de enfermagem, servidores da saúde, prestadores de serviço, colaboradores e entidades de classes representativas sindicalizadas se reuniram na manhã desta quarta-feira (8) em Campo Grande para discutir a situação da hospital diante da falta de renovação de contrato com o município de Campo Grande.

 

Taciane Peres

"Se não houver repasse da prefeitura em 30 dias o hospital pode parar", diz diretor da Santa Casa

Hospital espera repasse da prefeitura


Com essa situação cirurgias de alta complexididade não poderão ser realizadas imediatamente, já que o fluxo e demanda são muito grandes e necessitam de verbas e recursos para sua permanência. Caso a prefeitura não renove o contrato que venceu na última terça-feira (7) prevendo 3 milhões de reais que custeiam as despesas mensais.  Hoje a Santa Casa recebe recursos avaliados em 18,5 milhões vindos do Ministério da Saúde 13 milhões, Estado R$ 1,5 milhões e município 4,2 milhões.
Segundo o diretor-presidente da Santa Casa, Wilson Teslenco, a situação é “gravíssima” e em caso da falta de repasse em 30 dias os atendimentos podem parar em até 90%. “Nós tínhamos um déficit muito grande que vinha desde o ano passado, em torno de 4 milhões, reconhecido pela prefeitura que sabe desse valor, houve um implemento de três em dezembro, com duração de quatro meses. Os quatro meses venceram, agora estamos nessa situação. São trinta dias de trabalho e a partir daí a “natureza econômica” terá seu curso. Sem essa renovação e falta de repasse as pessoas não recebem, vai comprometer o pagamento dos fornecedores, vai haver suspensão de fornecimento. Há uma tendência de paralisações, e como tendência várias atuações do hospital não poderão ser realizadas”.

 

Taciane Peres

Santa Casa espera repasse da prefeitura

Diretor-presidente da Santa Casa Wilson Telesco fala sobre situação da Santa Casa


Consequências


“Caso esse repasse não seja pago, a solução que resta é reduzir o serviço prestado e isso vai ser feito com o gestor do município e do estado para que se decida onde haverão os cortes nos serviços em todas as áreas. Teria que ser suspensa um tipo de cirurgia, um tipo de atendimento clínico que teria um efeito de reduzir custos. Saúde é uma prioridade e tem que ser dada imediatamente uma solução, incorporar o contrato e continuar oferecendo serviços para a sociedade. Sem essa renovação o hospital tem condições de manter esse atendimento por 30 dias. É uma situação que já se arrasta a anos, hoje tento conversar mas ninguém mais me atende”, destaca o diretor. 
São 564 leitos ativos, 93 leitos ativos de UTI, com um pronto-socorro de 3.671 atendimentos por mês, pediatria de 76 atendimentos, maternidade de 453 atendimentos totalizando 4.839 atendimentos por mês que podem não ter seus serviços atendidos a comunidade.


Na ocasião estive presente a vereadora Luiza Ribeiro que cobrou atitude da prefeitura em relação ao repasse para o hospital. “É importante a sociedade também cobrar essa situação que é lamentável. Infelizmente essa situação está sendo tratada com descaso e eu estou aqui representando a comissão de saúde para que a gente promova uma audiência pública para discutir essa questão, convocar o secretário de finanças, o secretário de saúde e prefeito e justifique essa situação”, afirma a vereadora Luiza Ribeiro (PPS).

Taciane Peres

"Se não houver repasse da prefeitura em 30 dias o hospital pode parar", diz diretor da Santa Casa

Hospital espera repasse da prefeitura

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Luta pela vida


Quem sofre com a situação de buscar um atendimento adequado para a saúde se preocupa com a situação e o que pode acontecer no futuro. “Enquanto vocês estão lutando por salários muitos pacientes aqui estão lutando pela vida, essa situação tem que ser resolvida urgentemente”, aponta o paciente do setor de oncologia, Gilberto Martinovski.


Prefeitura
De acordo com a prefeitura, ela não pode “arcar” sozinha com o repasse adicional de 3 milhões que, desde dezembro, vem sendo feito à Santa Casa para ajudar na manutenção do hospital e assegurar o atendimento à população. Para garantir a continuação dos serviços é preciso que o Governo do Estado cumpra a sua parte em um esforço conjunto pela saúde dos sul-mato-grossenses. Hoje, mais de 30% dos pacientes atendidos pela Rede Municipal de Saúde – e, também, pela Santa Casa – são provenientes do interior do Estado, munícipes que procuram a Capital por falta de estrutura de saúde em suas cidades de origem.

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