A audiência pública que acontece no plenário principal da Câmara Municipal de Campo Grande nesta tarde de quinta-feira (16) e que trata não da crise financeira da Santa Casa, mas de uma solução mais rápida para o conserto que anda acontecendo no hospital, aponta algumas soluções, tanto para pagar a dívida milionária do maior hospital do Estado, quanto para reajustar alguns entraves, como a retenção de parte do salário de seus médicos.
Conforme o secretário municipal de Saúde, Jamal Salém, além dos R$ 750 mil que a Prefeitura repassa à Santa Casa mensalmente para sanar a dívida, há o propósito de a administração da cidade colocar mais R$ 2 milhões para os “reajustes que eles querem fazer”. “Mas eles querem R$ 4 milhões”, contou Salem.

Márcia Gomes é a única com cartaz no plenário
Foto: Reginaldo Coelho/Capital News
Para alguns participantes da audiência, o fundo municipal poderia solucionar, e muito, a problemática e complexa questão que se tornou o hospital, cheio de audiências e coletivas de imprensa para apresentar as questões.
Pelo visto, a retenção de 30% do salário de 450 médicos da casa deve perdurar até fevereiro do próximo ano. “O corpo clínico da Santa Casa não pode chegar ao fim do mês e ser surrupiado... os médicos há três não recebem reajuste”, afirmou Alberto Cubel Brull Júnior, presidente do Conselho Regional de Medicina.
Para Carlos Coimbra, presidente da Fundação Carmem Prudente, “a partir em que o poder público tratar os hospitais filantrópicos como grandes parceiros, vai ser um grande avanço”.
Fundo Municipal
Entre os participantes da audiência, que aconteceu sem esbravejos por parte dos ouvintes, estava Márcia Gomes de Moraes, segurando o único cartaz de protesto da vazia audiência pública (por parte da população). Márcia, que faz parte do Conselho Municipal de Saúde e é coordenadora do Fórum dos usuários do SUS, disse que o Fundo Municipal de Saúde detém recursos que podem solucionar definitivamente o problema do hospital. “O dinheiro é muito grande, é só querer.”
Todos os meses, a despesa do hospital chega a R$ 22,84 milhões, conforme Teslenco, que abriu a audiência apresentando os números.

"Os números da Santa Casa não são segredo", falou Teslenco
Foto: Reginaldo Coelho/Capital News
