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Saúde Sexta-feira, 11 de Janeiro de 2013, 11:29 - A | A

Sexta-feira, 11 de Janeiro de 2013, 11h:29 - A | A

Santa Casa irá tomar medidas disciplinares contra trabalhadores; ninguém será demitido

Bruno Chaves - Capital News (www.capitalnews.com.br)

Durante coletiva de imprensa realizada na Santa Casa, na manhã desta sexta-feira (11), a gerente de serviço de enfermagem da instituição, Cristiane Ost, e a advogada do Sindicato de Estabelecimentos Hospitalares e Serviço de Saúde do Estado (Sindhesul), Rosely Coelho Sacardola, esclareceram os fatos ocorridos com os trabalhadores de enfermagem do hospital. Elas afirmaram que medidas disciplinares serão tomadas, mas nenhum trabalhador será demitido por causa da paralisação que ocorreu nesta quinta (10).

Dos 330 trabalhadores de enfermagem do período matutino, apenas 68 funcionários, entre técnicos e auxiliares, participaram do movimento trabalhista realizado entre 6h30 e 10h desta quinta-feira (10). “O movimento sindicalista começou na hora da troca de plantão e foi realizado no saguão de entrada do hospital”, disse Cristiane explicando que o os funcionários se ausentaram do serviço por mais da metade do horário do expediente, que tem início às 6h30 e vai até 12h30.

Segundo a gerente, a diretoria da Santa casa entendeu a paralisação como “uma ação bastante impetuosa, desorganizada e desnecessária”, já que os salários de todos os funcionários da instituição estavam atrasados apenas dois dias – o quinto dia útil do mês, data para depósito dos salários, foi 08 de janeiro, e a promessa para o pagamento, cumprida pela diretoria, foi dia 10 do mesmo mês.

“A instituição sabia que o repasse da prefeitura poderia atrasar por se tratar de uma questão burocrática de transição de secretariado municipal. Por isso, todos os funcionários foram comunicados de que haveria o atraso”, explicou Cristiane.

Prejuízos

De todos os setores da Santa Casa – médico, farmacêutico, administrativo, entre outros – apenas o de enfermagem optou pela paralisação, atitude que trouxe prejuízos para pacientes internados na instituição.

Segundo Cristiane, funcionários da central de material, centro cirúrgico, terapia intensiva, unidade coronariana e pronto socorro ficaram sem profissionais no atendimento, o que ocasionou atraso de medicações, suspensão de curativos e suspensão de transferências de pacientes, além dos chefes de enfermagem de cada setor serem obrigados a fazer remanejamentos para não prejudicar ainda mais o atendimento.

“A Santa Casa não apóia movimentos trabalhistas sem aspectos éticos, morais e sociais que causam prejuízos diretos aos pacientes”, disse a gerente de enfermagem que explicou que toda a direção do hospital foi pega de surpresa com a paralisação. “Ninguém foi avisado”, comentou.

Punição

Após reunião da diretoria hospitalar, houve uma decisão administrativa de demissão aos 68 trabalhadores que bateram o ponto, mas saíram de seus setores para se reunirem em assembleia.

Entretanto, após novas conversas, ficou decidido que medidas disciplinares serão tomadas contra aqueles que não trabalharam. “Não haverá demissão”, garantiu Cristiane.

Por esse motivo, ainda na quinta-feira (10), esses 68 funcionários foram orientados a irem embora para casa, já que eles ficaram metade do expediente sem trabalhar. “Como foi um período de ausência longa é considerado abandono de turno. Essa ausência será descontada do salário”, afirmou a gerente de enfermagem.

“A atitude é passível de demissão por justa causa, é um problema administrativo”, acrescentou a advogada do Sindhesul. Mas a punição se restringirá aos descontos do dia de serviço perdido e da folga de trabalho, explicou Rosely.
 

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