O diretor-presidente da Santa Casa de Campo Grande, Wilson Levi Teslenco juntamente com vereadores discutiram na manhã desta terça-feira (5) na Câmara Municipal soluções estratégicas para tentar minimizar os problemas que a Santa Casa tem enfrentado pela falta de consenso em relação ao contrato entre a Prefeitura de Campo Grande e o hospital.
Taciane Peres/Capital News
Recursos de 1,5 milhão da suplementação podem salvar Santa Casa do caos na saúde
Teslenco destaca a reunião como de extrema urgência e necessidade, já que setores importantes da Santa Casa podem fechar as portas. “Considero a reunião necessária e emergencial. Esperamos que o resultado desses trabalhos possa permitir que o hospital tenha um planejamento a longo prazo. A saúde é a demanda mais importante da sociedade não pode ficar sujeita a um curto prazo. Nós precisamos focar nossos esforços em melhorar nossos serviços e não ficar negociando valores a cada seis meses. Outros serviços públicos tem contratos de 20 anos, o serviço de saúde não pode ficar sujeitos a contratos de 3 meses. Temos que oferecer tranqüilidade e segurança para a sociedade. Agora com o resultado da reunião o presidente trabalhará com uma complementação de orçamento tentando resolver esse problema", diz Teslenco.
Emenda
Na audiência participaram o diretor da Santa Casa, Wilson Teslenco, o presidente da Câmara, Mario Cesar, (PMDB), vereadora Luiza Ribeiro (PPS), Vanderlei Cabeludo (PMDB), vereadora Carla Stephanini (PMDB) e outros representantes do hospital. Uma “solução” foi apresentada para amenizar a crise no valor de R$ 1,5 milhão através de uma emenda, que seria parte de recursos da suplementação, porém ainda será analisada. “A Câmara está contribuindo para solucionar esse problema. A Santa Casa trouxe ao conhecimento da casa o problema da contratualização dos serviços do hospital. Nossa sugestão é que temos uma suplementação a ser votada na casa na ordem de 70 milhões que são recursos da saúde que deixaram de ser aplicados no exercício de 2014, portanto restaram esses recursos. Então vamos submeter ao conselho municipal de saúde para apreciação por que é quem delibera sobre a aplicação dos recursos pedindo e indicando a possibilidade, que é nossa intenção de que possa destinar parte destes recursos para auxiliar a contratualização com os serviços da Santa Casa”, destaca a vereadora Carla Stephanini (PMDB).
Taciane Peres/Capital News
Vereadora Carla Stephanini (PMDB) fala sobre "solução" para Santa Casa com recursos da suplementação
“Interferência”
“Isso é resultado das limitações que esta administração pública tem tido no sentido de planejar, dialogar, elencar prioridades. A administração tem demonstrado dificuldades de eleger prioridades na sua gestão em diversas áreas. Isso não pode ser justificável e nenhum setor pode ser prejudicado por essa situação, principalmente a saúde. A Câmara está contribuindo com solução”, aponta a vereadora.
Durante esta terça-feira (5) a Santa Casa de Campo Grande suspendeu o atendimento ambulatorial já em consequência do desacordo financeiro. O serviço ambulatorial é de média complexidade e causará um impacto considerável para os mais 4.500 pacientes por mês. A posição do município é de que pode pagar apenas R$ 3 milhões mensais, destinando R$ 2 milhões para os procedimentos de média complexidade e R$ 1 milhão para os de alta complexidade. A Santa Casa solicita uma verba de no mínimo R$ 4 milhões para conseguir levar o atendimento à comunidade sem fechar as portas.
