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Saúde Quarta-feira, 24 de Julho de 2013, 17:41 - A | A

Quarta-feira, 24 de Julho de 2013, 17h:41 - A | A

Quase metade das cidades brasileiras registram-se no Mais Médicos

Gabriel Kabad - Capital News (www.capitalnews.com.br)

Apesar dos protestos de médicos e estudantes de Medicina pelo Brasil inteiro, acerca das medidas tomadas pelo Governo Federal para mudar a Saúde no país, o programa federal Mais Médicos registrou 2.552 municípios inscritos até esta quarta-feira (24), o equivalente a 45,8% das cidades brasileiras, e somente acaba à zero hora de amanhã.

]Do total que aderiu à iniciativa, 887 (34%) estão em regiões de maior vulnerabilidade social e, por isso, consideradas prioritárias.

Lançada pela presidente Dilma Rousseff no dia 8 deste mês, a iniciativa levará mais médicos às regiões carentes brasileiras, como municípios do interior e periferia das grandes cidades. Todas as cidades podem participar, indicando as unidades básicas de saúde de suas regiões em que há falta de médicos.

Das inscritas, 34% (867) estão na região Nordeste. O Sudeste contou com 652 municípios, e o Sul, 620. Norte e Centro-Oeste registraram 207 e 206, respectivamente.

Em todo o país, o Ministério da Saúde e o Ministério da Educação estão investindo R$ 15 bilhões até 2014 na infraestrutura da rede pública de Saúde. Deste montante, R$ 7,4 bilhões já estão contratados para construção de 818 hospitais, 601 Unidades de Pronto Atendimento (UPAs 24h) e de 16 mil unidades básicas.

Outros R$ 5,5 bilhões serão usados na construção, reforma e ampliação de unidades básicas e UPAs, além de R$ 2 bilhões para 14 hospitais universitários.

Além da oferta de vagas para médicos estrangeiros, a iniciativa prevê o aumento das oportunidades de formação médica no país, com a criação de 11,5 mil novas vagas de Medicina e 12 mil de residência no Brasil, além do aprimoramento da formação com a inclusão de um ciclo de dois anos na graduação em que os estudantes atuarão no Sistema Único de Saúde (SUS).

Os profissionais que atuarão no programa receberão bolsa federal de R$ 10 mil, mais ajuda de custo, e farão especialização em atenção básica durante os três anos do programa. Os municípios ficarão responsáveis por garantir moradia e alimentação aos médicos.

A prioridade nas vagas será de médicos brasileiros, e somente as que não forem preenchidas serão oferecidas aos estrangeiros.
 

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