José Roberto Almeida/Capital News
Corpo clínico da Santa Casa, responsável pelo transplante de rim com doador vivo
O corpo clínico da Santa Casa de Campo Grande, responsável pela realização, no dia 21 de julho, do primeiro transplante de rim com doador vivo, explicou nesta segunda-feira (3) como foi o procedimento cirúrgico. Hoje, o paciente Vanildo Pereira dos Santos, 47 anos, que recebeu o órgão de sua esposa, Fabiana da Rocha Santos, 42 anos, está em casa se recuperando.
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A médica responsável pelo setor de nefrologia do hospital, Viviane Orro, explicou que para a realização do transplante, o principal fator é ter o doador. Algo que tem gerado muita dificuldade. Depois disso, entre os pacientes é feito uma série de exames para saber da possibilidade de o mesmo receber o transplante.
“A partir do momento em que a senhora Fabiana decidiu pela doação do órgão para o transplante do marido, foram feitos vários exames, para constatar a possibilidade de ele receber esse novo órgão. O primeiro passo é saber a compatibilidade. Em seguida, o paciente a ser transplantado vai realizar uma bateria de exames para ver a possibilidade de sua realização. No caso do Vanildo, ele é um paciente cardiopata, por isso, além dos procedimentos normais, como urologistas para a cirurgia, anestesistas, teve de haver um acompanhamento com cardiologistas, para evitar uma parada cardíaca”, disse.
O procedimento foi um sucesso, durou perto de 4 horas e na segunda-feira da semana passada, o paciente já estava em alta. Hoje ele faz acompanhamento periódico.
A médica Viviane faz questão de lembrar a importância da conscientização das famílias para doação de órgãos, onde ela cita que durante o mês de julho, apenas dois órgãos (rins) foram doados e como não houve compatibilidade com os pacientes que aguardam o transplante, eles são encaminhado para banco nacional de órgãos.
Em relação ao paciente renal crônico que necessita de um transplante de rim, a médica explica que atualmente menos de 20 pessoas, de pouco mais de 200, que já começaram a realizar os exames para poder fazer o transplante, têm condições de ir para a cirurgia.
Paciente
Vanildo Pereira compareceu ao auditório da Santa Casa para falar rapidamente sobre o transplante, já que está em recuperação. Segundo ele, após 10 anos fazendo hemodiálise, ao saber da retomada dos transplantes na Santa Casa ficou empolgado. Juntamente com a esposa, procuraram o hospital, e ela se prontificou a ser doadora.
Hoje, ele faz questão de dizer que renasceu, que tem uma nova etapa na vida e, assim que estiver em plena forma já sabe o que fará. “Agora pretendo tirar umas férias e ir para a praia com a família”, disse.
A Santa Casa de Campo Grande realiza melhorias e treinamento de pessoal para fazer novos transplantes, como de coração e córneas, este último podendo sair mais rápido. No caso do transplante de rim a sua retomada aconteceu após finalização dos procedimentos, mais na área de infraestrutura que foi pedido pelo Ministério da Saúde.


