O prefeito de Campo Grande, Gilmar Olarte e o presidente da Maternidade Cândido Mariano, Alfeu Duarte, assinaram nesta sexta-feira (29), o termo aditivo do convênio firmado que garante a instalação de mais 19 leitos para atendimento intensivo de prematuros. Depois de sete meses de negociação, o convênio assinado amplia o atendimento no hospital, que hoje conta com 10 UTIs (Unidades de Tratamento Intensivo) e passará a ter 20, enquanto as unidades intermediárias serão ampliadas de 16 para 25.
De acordo com o prefeito Gilmar Olarte, o investimento mensal será de R$ 395 mil, dividido entre município e o Estado. A previsão é que até dezembro o Ministério da Saúde habilite as novas unidades, garantindo o custeio do seu funcionamento. Nesta fase inicial a Prefeitura vai bancar os salários dos profissionais envolvidos (pediatras neonatais, enfermeiros e técnicos d enfermagem). Hoje o teto financeiro do hospital é de R$ 1,160 milhão por mês .
Um dos gargalos do sistema de saúde pública em Mato Grosso do Sul é exatamente o déficit de leitos de UTI neonatal, disponíveis apenas em Campo Grande e Dourados. Esta situação acaba estrangulando a estrutura da capital, onde em média por mês são atendidos 50 prematuros encaminhados por cidades do interior. O déficit de leitos gera situações dramáticas no dia-a-dia do hospital, como a necessidade de manter até cinco recém-nascidos sob respiração manual ou mecânica até haver um leito de UTI disponível.
Segundo o Ministério da Saúde, a prematuridade é a principal causa de morte no primeiro mês de vida – cerca de 70% dos óbitos de crianças ocorrem nos primeiros 28 dias após o nascimento. Atualmente, a taxa de mortalidade de crianças abaixo de 1 ano é de 8,5 por mil nascidos vivos.
Campo Grande tem hoje 40 leitos de UTI neonatal, distribuídos entre a Maternidade, o Hospital Regional e a Santa Casa. O prematuro fica até 5 dias na UTI e à medida que reage ao tratamento, é transferido para uma unidade intermediária onde fica até ter alta. Olarte disse ainda, que nos próximos 60 dias, uma nova ala com 3.500 metros quadrados de área construída será entregue à maternidade. Esta nova estrutura vai permitir abertura de mais 30 leitos de UTI neonatal, ampliando de 600 para 1.000 partos por mês a capacidade de atendimento.
(Com informações da Assessoria)


