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Sexta-Feira, 12 de Novembro de 2021, 10h:27
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Médicos votam, na terça-feira, possibilidade de paralisação

Paralisação pode ser inevitável diante de novo atraso dos salários

Silvio Ferreira
Capital News

Ricardo Minella/SES

Santa Casa

Médicos da Santa Casa devem votar por paralisação se salários de outubro não forem pagos nesta sexta-feira.

O presidente do Sindicato dos Médicos de Mato Grosso do Sul (Sinmed-MS), Marcelo Santana, informou nesta sexta-feira que os profissionais da Santa Casa de Campo Grande se reunirão na terça-feira, às 19h, no Sinmed-MS, para votar a provável paralisação por conta do atraso no pagamento dos salários do mês de outubro. “Em reuniões anteriores, os médicos do hospital já haviam deliberado que a categoria entraria em greve, caso a Santa Casa de Campo Grande voltasse a atrasar os salários dos profissionais. 

Divulgação/Sinmed-MS

Médicos votam possibilidade de paralisação na terça-feira

Para o presidente do Sinmed, direção da "Santa Casa insiste em terceirizar responsabilidades", atribuindo os atrasos dos salários dos médicos ao Ministério da Saúde ou à Fundação Nacional de Saúde.

 

“Os médicos têm consciência de que não podem prejudicar a população e uma paralisação da categoria sempre mantém um efetivo mínimo de profissionais trabalhando, mas uma manifestação precisa ser feita como um alerta, como um sinal para o hospital de que os atrasos recorrentes no pagamento de salário dos médicos são inaceitáveis. A situação é insustentável”, argumentou o presidente do Sinmed-MS.

 

Santana lembrou que por conta dos atrasos recorrentes que levaram às paralisações dos médicos do hospital, e em especial dos atrasos em 2017 e 2018, que acabaram causando paralisações dos médicos, o Ministério Público Federal do Trabalho chegou a tomar a iniciativa de pedir ao TJ-MS que multasse o hospital em R$6 milhões. A decisão acabou sendo arquivada pela Justiça, mas vamos consultar o Ministério Público para verificar a possibilidade de retomada da ação. Essa questão precisa ser judicializada”, lamentou o presidente do Sinmed-MS.

 

“A Santa Casa insiste em terceirizar responsabilidades. Os médicos não são empregados do Ministério da Saúde ou do Fundo Nacional de Saúde para serem prejudicados toda vez que há atrasos de repasses dessas instituições, o hospital não pode se omitir da responsabilidade de pagar em dia os profissionais. Em muitos casos, os médicos trabalham exclusivamente no hospital. Desse jeito, fica difícil para um profissional pensar em construir uma carreira na Santa Casa”, concluiu.

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