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Saúde Quinta-feira, 16 de Maio de 2013, 11:37 - A | A

Quinta-feira, 16 de Maio de 2013, 11h:37 - A | A

Governador poderá bancar juros de empréstimo da Santa Casa junto a Caixa

Ítalo Milhomem - Capital News (www.capitalnews.com.br)

O governador André Puccinelli afirmou que estuda a proposta pagar os juros do empréstimo de cerca de R$ 60 milhões, que a Santa Casa (ABCG) está negociando com a Caixa Econômica Federal (CEF). A declaração foi dada nesta manhã (16), durante o evento na sede do Corpo de Bombeiros em Campo Grande.

“Eu não teria em tese, obrigação nenhuma de repassar recursos para Santa Casa, mas na média do ano passado, fizemos repasses de quase R$ 1,4 milhão mensais, ou seja, a cima de R$ 15 milhões por ano. Se os juros ficarem em R$ 400 mil ou R$ 500 mil, além do que estou enviando, eu pago os juros enquanto for o meu governo”, explicou o governador.

Uma das principais batalhas desta negociação é a redução dos juros e a agilidade na liberação dos recursos. Para isso, o governo do Estado poderá tirar fundos de outros bancos e deixá-los na Caixa.

“Vamos tentar conseguir os melhores juros possíveis, o governo que tem dinheiro em vários bancos, podemos tirar de um banco e deixar lá (na CEF), no mesmo valor, para auxiliar a Caixa a ajudar a Santa Casa. O problema é que segundo superintendente isso pode demorar, pode chegar até 45 dias, eu disse a ele, pelo amor de Deus de sete a dez dias”.

De acordo com o governador, o empréstimo negociado pode aumentar em número de parcelas e de valores, passando de R$ 60 milhões para R$ 70 milhões.

“Eu recebi-os (diretoria da ABCG) na terça-feira (14), disse que Estado estará ao lado deles. Telefonei ao superintendente da Caixa, obtivemos ao invés de 60 meses, 84 meses de parcelamento, com seis meses de carência e a possibilidade do empréstimo ser de R$ 70 milhões invés de R$ 60 milhões para saldar tudo”.

Um dos detalhes para concretização do empréstimo é o aval da prefeitura de Campo Grande, por conta da gestão municipalizada da saúde. A Santa Casa poderá comprometer até 30% do que recebe do SUS (Sistema Único de Saúde) em empréstimos.

“Eu quando fui prefeito, anuí os empréstimos de todos os hospitais que puderam tê-lo, porque o avalista é a conta do SUS, não é a prefeitura, nem o governo. Agora é com o prefeito. Eu não tenho o direito de me intrometer nisso”, avaliou.

Puccinelli finalizou dizendo que se a Prefeitura e o Ministério da Saúde fizerem a parte deles, assim como o governo do Estado tem feito a Santa Casa poderá ser salva.

“Vamos ao ministro da saúde, a quem enviei um ofício no dia 14 de março, mostrando que o déficit mensal da Santa Casa é de R$ 3 milhões e pouco, estamos dispostos a dar uma parte, o ministério dá outra parte e a prefeitura dá outra parte. Eu dou a minha, como estou propondo como pagar os juros, além do que eu já estou repassando. São coisas que somadas podemos aliviar o problema da Santa Casa. Se todo mundo se juntar e ajudar a Santa Casa sai do buraco”.
 

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