O governador André Puccinelli afirmou que os atendimentos da Santa Casa de Campo Grande serão prejudicados, caso a Prefeitura não autorize o hospital a realizar o empréstimo de cerca de R$ 70 milhões junto a Caixa Econômica Federal.
“Quem tem dar respaldo a Santa Casa é a Prefeitura, apesar dela afirmar que não vai ajudar, ela tem que anuir o empréstimo, se não fizer isso, vai liquidar de vez com a Santa Casa, com isso o atendimento será prejudicado”, afirmou André.
Puccinelli já anunciou que arcará com os juros dos R$ 70 milhões que a Associação Beneficente de Campo Grande (ABCG) pleiteia para quitar as dívidas atrasadas e de curto prazo do hospital.
Nos últimos dias, o prefeito Alcides Bernal disse que não arcaria com a dívida do hospital que foi criada pela antiga gestão da Prefeitura e do governo do Estado por meio da junta interventora que geriu a Santa Casa nos últimos oito anos.
Impasse
Após a posse da nova diretoria da mantenedora do hospital, o secretário municipal de Saúde, Ivandro Corrêa Fonseca anunciou que iria se reunir na última terça-feira (21) com o prefeito Alcides Bernal e com a diretoria do hospital para debater como ficariam os repasses para Santa Casa, já que o hospital estava com dívidas e não possui mais as certidões negativas para receber os recursos do SUS (Sistema Único de Saúde).
Na ocasião, Fonseca afirmou que só repassaria recursos para Santa Casa após uma minuciosa prestação de contas da gestão. A reportagem do Capital News tentou falar com ele nesta segunda-feira (27), para saber o resultado da reunião, porém ele não atendeu aos telefonemas.
Como a gestão da saúde em Campo Grande é municipalizada, os recursos públicos para essa área são repassados pelo governo federal e estadual para o Fundo Municipal de Saúde e a Prefeitura faz a distribuição dos recursos, para as unidades de saúde e hospitais públicos e filantrópicos que tem que ter as certidões negativas para receber os repasses.
