O diretor-clínico da Santa Casa de Campo Grande, José Mauro Filho, junto com seu vice Carlos Idelmar Barbosa, promoveu às 11 horas desta quarta-feira (15) uma coletiva à imprensa para divulgar a falta de recursos pela qual passa o hospital, faltando dinheiro até para pagar os salários de seus médicos de forma integral.
Para ressaltar a situação, na segunda-feira está prevista uma assembleia no SinMed/MS, às 19 horas, onde pode até acontecer um indicativo de greve pela classe médica (contudo, nada indica problemas nas alas emergenciais do hospital).
“Não é simplesmente o salário do médico que está em jogo”, falou Mauro Filho.
Retenção
Como medida urgente, no mês de setembro os médicos tiveram a retenção de 30% dos salários para ajudar no equilíbrio das contas, ou melhor, na aplicação do montante do dinheiro a que o hospital detém.
Além da retenção, fornecedores da Santa Casa também não receberam.

Diretor clínico José Mauro Filho
Foto: Reginaldo Coelho/Capital News
Ainda, conforme Mauro Filho, os R$ 3,6 milhões que o prefeito de Campo Grande, Gilmar Olarte (PP) disse que depositaria recentemente, e depositou, para ajudar o hospital, eram relativos aos combinados R$ 750 mil mensais para pagar a dívida milionária da Santa Casa.
A diretoria suplica por um repasse maior, do governo federal, por meio do SUS, do Governo do Estado e da Prefeitura de Campo Grande.
Quem foi afetado
Em torno de 450 médicos que ganham acima de R$ 5 mil, incluindo os prestadores de serviço e os registrados em carteira de trabalho, tiveram a retenção de 30%. Vale explicar que a decisão é da Associação Beneficente da Santa Casa, que administra as contas entre outros do maior hospital do Estado.
“Há três anos os médicos não têm aumento”, advertiu Barbosa.

Vice-diretor clínico Carlos Idelmar Barbosa
Foto: Reginaldo Coelho/Capital News
Amanhã, haverá na Câmara Municipal da Capital uma audiência pública para discutir a situação. Estarão presentes a promotora de Justiça Dra. Filomena Aparecida Depolito Fluminhan e representantes do Conselho Municipal e Estadual de Saúde.
Situação
“Hoje, a Santa Casa trabalha acima de sua capacidade técnica, e com a demanda crescente não é possível atendimento adequado a todos os casos, devido ao acúmulo de pacientes que precisam de cirurgia de urgência e emergência no setor de pré-operatório da ortopedia”, consta na nota divulgado aos jornalistas hoje.
