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Saúde Quarta-feira, 31 de Julho de 2013, 14:45 - A | A

Quarta-feira, 31 de Julho de 2013, 14h:45 - A | A

Enfermeiros da Santa Casa pensam até em greve caso não tenham reajuste digno

Gabriel Kabad - Capital News (www.capitalnews.com.br)

Depois de quatro reuniões, que começaram no dia 1º de abril, os enfermeiros da Santa Casa de Campo Grande, demonstrando impaciência na assembleia feita durante a troca de plantão desta quarta-feira (31), às 12h30, ameaçam até entrar em greve, caso o hospital não melhore os reajustes da classe.

O presidente do Sindicato dos Enfermeiros de Mato Grosso do Sul (Siems), Lázaro Santana, que encabeça as reuniões pelo lado dos trabalhadores, disse que a próxima conversa com a diretoria do hospital será no dia 12 de agosto, e que logo em seguida fará outra assembleia com os enfermeiros.

“É muita burocracia. A Santa Casa engessa as negociações”, declarou Santana, após ouvir o chiado dos enfermeiros que detestam a demora de o hospital resolver o impasse.

Dentre as principais reivindicações, os trabalhadores querem 16% no reajuste salarial, percentual de insalubridade em 40% e instalação de programa de ingresso qualificado.

Mas a Santa Casa oferece reajuste de 7,16%, transformar a insalubridade em benefício de assiduidade (que hoje é de R$ 45), pagando R$ 135 para os enfermeiros, e prazo de 90 dias para fazer o projeto do programa de ingresso qualificado, cujo destinaria as vagas do hospital para os trabalhadores que já estão no quadro pessoal da Santa Casa.

A enfermeira Josiane Soares, de 24 anos, reclamou que se qualquer trabalhador chegar mais que 10 minutos atrasado dentro de um mês para trabalhar, terá descontado o atraso no salário. “Eles tiram da gente.”

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Enfermeiros que estavam trocando de plantão participaram da assembleia
Foto: Anderson Ramos / Capital News

Santana argumentou aos enfermeiros, como no caso de Josiane, que o hospital não tem o direito de mexer no bolso dos trabalhadores, porque o prazo de 10 minutos de atraso é diário e é Lei; neste momento, o sindicalista ouviu os cerca de 100 enfermeiros que participaram da assembleia reclamar, barulho que comprova que o fato deve ter acontecido com todos.
 

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