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Saúde Segunda-feira, 07 de Outubro de 2013, 11:27 - A | A

Segunda-feira, 07 de Outubro de 2013, 11h:27 - A | A

Dobashi nega privatização de oncologia no Estado durante oitiva

Samira Ayub e Lucas Junot - Capital News (www.capitalnews.com.br)

Durante a oitiva realizada na manhã desta segunda-feira (7) na CPI da Saúde, na Câmara Municipal, a ex-secretária estadual da saúde, Beatriz Dobashi, negou qualquer favorecimento para privatização do serviço de oncologia no Estado.

Segundo Dobashi, havia quatro serviços credenciados para o tratamento do câncer em Campo Grande quando em maio de 2012 recebeu um ofício do Ministério da Saúde comunicando sobre um plano de expansão do serviço de oncologia em todo o país. Dobashi destacou que, entretanto, o Ministério da Saúde tem uma portaria que descredencia serviços isolados para tratamento de câncer, e que devido a essa portaria, a Maternidade Cândido Mariano foi descredenciada em 2005 para o tratamento de câncer.

A ex-secretária observou que até que o plano de expansão fosse inciado não havia serviços de radioterapia no Hospital Regional e que o plano de extensão determinava que seriam contemplados unidades hospitalares que já oferecessem serviços de oncologia, e que por esse motivo, o HR foi excluído do processo de expansão. Segundo Beatriz, o plano de expansão usaria a estrutura do Hospital Universitário.

Outro ponto questionado pelos parlamentares foi a criação da clínica empresarial NeoRad, de propriedade do médico Adalberto Siufi, diretor-presidente do Hospital de Câncer Alfredo Abrão. Dobashi lembrou que em dezembro de 2007, o então secretário municipal de Saúde, Luiz Henrique Mandetta, procurou a comissão bipartite, comissão mista na gestão da saúde, e que na época, Mandetta alertou de que haveria uma fila de espera para a radioterapia.

Segundo a ex-secretária, Mandetta comunicou a comissão sobre a NeoRad e solicitou a contratação da clínica, entretanto, a NeoRad também era um serviço isolado e que não seria possível usar a clínica para o plano de expansão do Ministério. A comissão bipartite discutiu contratação da NeoRad por parte do estado e município que custearam, com recursos próprios, as despesas com a clínica.

Dobashi explicou que a comissão cogitou levar a estrutura da NeoRad para um hospital público, e que somente o Hospital Regional manifestou a vontade de ter um serviço próprio. Segundo ela, a NeoRad foi terceirizada para a Santa Casa e que o parâmetro para a contratação seria a tabela do Serviço Único de Saúde (SUS) menos 4%.

A ex-secretária estadual negou qualquer envolvimento de amizade com Adalberto Siufi ou José Carlos Dorsa, ex-diretor do Hospital Universitário, investigados na Operação Sangue Frio. Dobashi ressaltou que conheceu Siufi da relação gestora-empresa e negou a existência de um movimento para privatização do serviço de oncologia, e que a instalação de unidades estaduais é a prova de que esse movimento nunca existiu.
 

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