Auditoria independente contratada para avaliar a situação da Santa Casa de Campo Grande afirmou por meio de um relatório, divulgado na edição de quarta-feira (25) do Diário Oficial de Campo Grande (Diogrande), que o endividamento da entidade continua muito elevado, mas que “as demonstrações financeiras são adequadas, em todos os aspectos relevantes”. A dívida cresceu 22% no ano passado, passando de R$ 130,795 milhões para R$ 159,316 milhões.
Segundo o relatório da KPMG Auditores Independentes, o endividamento da sociedade beneficente “está relacionado, preponderantemente, ao compromisso em continuar a prestar serviços de qualidade ao usuário, expansão de unidades médicas e suporte para o custeio de suas atividades, que cresce devido à característica do segmento de atuação.
O relatório destaca que a Santa Casa vem adotando uma série de medidas para chegar a um equilíbrio financeiro como redução de custos administrativos, esforço na cobrança dos créditos em atraso e busca de novos repasses de entidades governamentais, esforço para alongamento das demais dívidas financeiras de curto prazo e obtenção de novas linhas de crédito.
A auditoria também encontrou alguns problemas contábeis, como a falta de registros contábeis de provisão do valor estimado de perda com ações classificada com risco de perda provável e a ausência de controles internos sobre empréstimos de materiais e medicamentos.
Desde 2005, o maior hospital e mais importante hospital de Mato Grosso do Sul está sob intervenção. A medida foi tomada pelos governos federal, estadual e prefeitura após a Santa Casa fechar as portas por conta de dívidas e crise na gestão.
