A proposta de adicionar corante verde ao etanol hidratado combustível pode aumentar os custos operacionais das usinas de Mato Grosso do Sul. A medida é estudada como solução provisória para facilitar a identificação do uso irregular do combustível na fabricação clandestina de bebidas alcoólicas.
A ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) pretende tornar obrigatória a adição de benzoato de denatônio ao etanol hidratado combustível. A substância, extremamente amarga, seria percebida pelos consumidores caso o combustível fosse utilizado na adulteração de bebidas.
Enquanto testes mecânicos avaliam a viabilidade técnica do benzoato de denatônio, a agência propôs o corante verde como alternativa provisória.
Produção em alta
Mato Grosso do Sul é o 4º maior produtor de etanol e de cana-de-açúcar do país, além de ocupar a 2ª posição na produção de etanol de milho e a 5ª na produção de açúcar.
Na safra 2025/2026, as usinas do Estado moeram 52 milhões de toneladas de cana, com produção recorde de 5 bilhões de litros de etanol e 2,1 milhões de toneladas de açúcar. MS responde atualmente por 13,5% da produção nacional de etanol, sendo que o combustível produzido a partir do milho representa 44% do total estadual.
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