Através do resultado do “I Simpósio Sul-Mato-Grossense de Leishmaniose”, tornou-se público uma carta do Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV), mostrando o que é defendido pela categoria como forma de combater o problema.
O simpósio que ocorreu no dia 27 e 28 de novembro deste ano, reuniu cerca de 150 profissionais, como médicos veterinários, médicos e advogados. Mato Grosso do Sul foi citado como um dos 10 estados brasileiros mais acometidos pela leishmaniose e Campo Grande, a capital que ficou em 3º lugar, em relação ao número de casos no país.
De acordo com a médica veterinária, Dra.Cibele Cação disse a equipe do Capital News, que o objetivo da carta foi de informar, discutir e orientar os profissionais da área. “A intenção foi de tornar público o que foi discutido durante a realização do simpósio”, disse Cibele.
Em alguns pontos da carta, explica que a Leishmaniose Visceral (LV) é uma zoonose cujo agente no Brasil é o protozoário Leishmania chagasi, constituindo de uma enfermidade de evolução crônica transmitida aos seus hospedeiros, através da picada de fêmeas conhecido como mosquito-palha, birigui, asa delta e cangalhinha.
Nos ambientes doméstico de áreas urbanas e rurais, os cães são os principais reservatórios sendo considerado o principal elo da cadeia epidemiológica da doença, devido ao longo período de incubação da doença.
A carta relata que o tratamento dos cães não é permitido pelos órgãos públicos, já que os fármacos atualmente empregados no tratamento da Leishmaniose visceral não eliminam o parasito do organismo do cão.
Em razão disso e devido à íntima relação do cão com seus proprietários, manter um animal infectado em áreas receptivas para o vetor é um risco para a população - principalmente crianças, idosos e pessoas imunocomprometidas.
Um outro ponto importante, são as vacinas contra LV canina atualmente em comercialização, entretanto, para renovação de registro seus fabricantes tiveram que executar os estudos de Fase III para análise junto ao Ministério da Agricultura (MAPA) e Ministério da Saúde (MS) e no momento se aguarda a definição dos dois ministérios sobre a conclusão dessa análise.
Em resposta a preocupação dos veterinários, que querem a parceria de outros profissionais, conforme a carta, a partir de 2011, deverá ser feitos convites a outras entidades de classes para integrar a constituição da Comissão de Leishmaniose do CRMV/MS.
O documento prevê que o convite também se estenda aos Promotores Públicos do Meio Ambiente e da Saúde.
Confira a carta referente ao simpósio publicada na íntegra
Por Andiara Schweich - Capital News (www.capitalnews.com.br)
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