Tereza Lescano Ramos, de 31 anos, estava grávida e foi internada há sete dias com contrações entrando em trabalho de parto. Após esperar uma semana, a criança estava morta, e a mãe teve parto induzido normal, por volta das 9h nesta quinta-feira (28).
A paciente continua na área de cirurgia, de acordo com o marido, Breno Sampaio Lopes, foi preciso uma discussão para que a equipe médica deixasse ver se a esposa estava realmente viva.
No dia 22 de janeiro, com a bolsa rompida, Tereza deu entrada à Santa Casa no 38º mês de gravidez. Para a reportagem do Capital News, Breno Sampaio Lopes afirmou que a equipe do hospital deu 18 comprimidos para a dilatação, sendo 16 aplicados por homens para que o parto normal fosse induzido. Com isso a vítima permanece com o emocional abalado.
Ainda de acordo com o marido, no sábado (23) ele pediu para que fosse realizada cesárea, mas o hospital alegou que o parto deveria ser normal. Breno afirma que soube, por informações internas da Santa Casa, que o hospital pagaria mais para os médicos realizassem parto normal.
A assessoria da Santa Casa está ciente do caso e aguarda a Diretoria Técnica com o laudo oficial para se pronunciar sobre o caso. “Não é questão financeira, porque até pagaria pela cirurgia. Escolhemos a Santa Casa por que acreditamos que tivesse o melhor corpo médico do hospital, mas não esperava um grave erro”, afirma Breno.
De acordo com a assessoria, a Santa Casa não aceita verbas para atendimentos médicos. Foi confirmado que o pré natal foi feito com acompanhamento de médicos do hospital. Breno afirma que registrará boletim de ocorrência para garantir que necrópsia seja feita pelo IMOL (Instituto Médico Odontológico Legal), pois o hospital quer realizar internamente, onde poderia ocorrer manipulações em resultados.


