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Saúde Sexta-feira, 20 de Dezembro de 2013, 17:23 - A | A

Sexta-feira, 20 de Dezembro de 2013, 17h:23 - A | A

Com três mortes seguidas, Santa Casa suspende transplante renal e revê procedimentos

Juliana Rezende - Capital News (www.capitalnews.com.br)

Durante coletiva com a imprensa, o diretor técnico da Santa Casa de Campo Grande, Luiz Alberto Kanamura, confirmou na tarde desta sexta-feira (20) a suspensão do serviço de transplante de rim e coração no hospital. Segundo Kanamura, o procedimento foi interrompido há três semanas, mas os transplantes de ossos e córneas continuam. O diretor explicou que o cancelamento é uma decisão temporária, entretanto as cirurgias de substituição de órgãos não tem data para serem retomadas pelo hospital e aguarda avaliações da Central Estadual de Transplantes, Vigilância Sanitária e outras comissões competetentes, uma vez que no caso da troca de rins três substituições não tiveram êxito e resultaram na morte de dois homens e uma mulher que aguardavam o orgão.

"Dezembro é um período de renovação do alvará de licença e no caso do transplante renal houve uma variação de resultados que coincidiu com resultados insatisfatórios num curto período, por isso decidimos suspender. Até agora dois casos não tiveram uma explicação lógica, visivelmente gritante, não podemos afirmar o que ocorreu", detalhou.

Na tentativa de descobrir o que contribuiu para a ineficiência do procedimento, a Santa Casa solicitou uma avaliação do Ministério da Saúde, que esteve no hospital está semana. Conforme Kanamura o ministério emitiu um relatório com sugestões para sanar o problema e entre os tópicos estão : a reavaliação do protocolo utilizado pela Santa Casa, que é do Hospital do Rim, fluxo de assistência e realização de análise dos pacientes que estão na fila para o transplante.
"Vamos apresentar depois ao Ministério e eles vão nos dar a devolutiva, não temos prazo, talvez em 90 dias", acrescentou. O diretor técnico ainda explicou que com a paralisação dos transplantes da Santa Casa, outros hospitais como o Hospital Regional têm capacidade para realizar as cirurgias, mas não fazem.

"Infelizmente tivemos essa trágica coincidência, mas angustia perder um paciente. Fizemos isso pensando neles, não se pode ter dúvidas quanto a um procedimento", complementou. Somente neste ano foram realizados 45 transplantes de rins com sete óbitos, e três transplantes de coração, sendo que o último ocorreu há seis meses. O presidente do hospital, Wilson Teslenco esclareceu que o transplante de órgãos não será extinguido da Santa Casa, mas a readequação dos serviços é feita no intuito de ampliar e ter sucesso nas cirurgias. 

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