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Saúde Sexta-feira, 14 de Agosto de 2015, 16:19 - A | A

Sexta-feira, 14 de Agosto de 2015, 16h:19 - A | A

Saúde

Casos de Leishmaniose em humanos aumentam

Só este ano foram 55 casos na Capital e o caso mais recente foi descoberto na semana

Gilson Giordano
Capital News

Erik Silva/Capital News

Após ser mordida por cão e abandonar tratamento adolescente está com suspeita de raiva

Cidade já registrou 21 casos de raiva animal, adolescente pode ser a 2ª vítima de contrair a doença

Mais um caso de leishmaniose em humano foi registrado no transcorrer da semana na Capital do Estado. A doença que é transmitida através de um mosquito além de ser grave, não tem cura e é controlada apenas através de medicamentos e algumas vezes são capazes de levar a vítima a óbito.


Aproximadamente 10% das pessoas que adoecem, morrem vitimas de comprometimento causado pelo protozoário. Em Campo Grande só esse ano já foram catalogados 55 casos em humanos.


“Existem formas de prevenção, especialmente para os cães, através da vacina. O único lugar do País que dá a preferência ao tratamento e não a eutanásia é Campo Grande. E essa é uma responsabilidade também do veterinário e do tutor do animal, para que cheguem a esse consenso” . Essa afirmação é do doutor em ciência animal, Francisco Anilton Araújo que fez palestra na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, (UFMS) em evento realizado, na Semana Nacional de Combate a Leishmaniose Visceral.


O professor Francisco lembra ainda que no Brasil, se tem hoje cerca de 3.500 casos da doença em humanos, quase 400 pessoas morrem por ano de leishmaniose. Campo Grande hoje está entre as primeiras no Brasil em casos humanos.


A decisão de tratamento é polêmica. Porém, Francisco Anilton, que trabalhou por 26 anos como consultor da área no Ministério da Saúde é a favor. E ele ainda deixa claro que a eficácia da vacinação é reconhecida pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e, também, pelo Ministério da Saúde.


Para quem é apaixonado pelo seu cão de estimação, parece que essa doença não representa mais o fim. O animal tratado pode ter uma vida normal, que sempre sob a supervisão do médico veterinário. É a esperança do fim da eutanásia animal, no caso dessa doença.

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