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Saúde Sexta-feira, 05 de Setembro de 2014, 19:15 - A | A

Sexta-feira, 05 de Setembro de 2014, 19h:15 - A | A

Bombeiros terão palestra sobre ebola na Capital

Fernando Hassessian (www.capitalnews.com.br)

Uma palestra sobre ebola será ministrada no auditório do Comando Geral do Corpo de Bombeiros de Mato Grosso do Sul, em Campo Grande, pelo infectologista Rivaldo Venâncio da Cunha, doutor em medicina tropical pela Fiocruz.

O palestrante irá apresentar o histórico e evolução da contaminação pelo vírus Ebola e orientar sobre as meditas a serem adotadas por autoridades de saúde e segurança, em especial o Corpo de Bombeiros, em possíveis casos de infecção. Também participam do evento representantes da Polícia Militar, Polícia Militar Rodoviária Estadual, Polícia Civil, Polícia Rodoviária Federal, Hospital Universitário, Hospital Regional, Santa Casa de Campo Grande, Infraero, Defesa Civil Estadual e Municipal e SAMU (Serviço de Atendimento Move de Urgência).

Uma das doenças mais mortais e infecciosas que existem, o vírus Ebola foi detectado pela primeira vez em 1976, em surtos simultâneos em Nzara, no Sudão, e em Yambuku, na República Democrática do Congo, em uma região situada próximo do Rio Ebola, que dá nome à doença.

Morcegos frutívoros são considerados os hospedeiros naturais do vírus, que tem taxa de fatalidade entre 25 e 90%, o que causa pânico nas populações infectadas. O Ebola pode ser contraído tanto de humanos como de animais e a transmissão ocorre por meio do contato com sangue, secreções ou outros fluídos corporais.

Os sintomas de infecção pelo vírus Ebola não são específicos, o que dificulta o diagnóstico. A doença é frequentemente caracterizada pelo início repentino de febre, fraqueza, dor muscular, dores de cabeça e inflamação na garganta, seguidos ou não por vômitos, diarreia, coceiras, deficiência nas funções hepáticas e renais e em alguns casos, sangramento interno e externo.

A África vive atualmente a pior epidemia da doença. De acordo com um novo balanço divulgado nesta quarta-feira (3), pela Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 1.900 pessoas morreram na África Ocidental, onde houve um grande aumento de óbitos em menos de uma semana.

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