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Saúde Segunda-feira, 29 de Julho de 2013, 10:46 - A | A

Segunda-feira, 29 de Julho de 2013, 10h:46 - A | A

Ampliação do HR oferece mais 77 leitos de urgência e emergência

Lucas Junot - Capital News (www.capitalnews.com.br)

O Hospital Regional em Campo Grande recebeu, na manhã desta segunda-feira (29), a visita do governador do Estado, André Puccinelli. O chefe do executivo visitou as obras de ampliação e reforma do Pronto Atendimento Médico (PAM), onde serão entregues 77 leitos, com diferentes graduações de periculosidade, para o atendimento de pacientes em situação de urgência e emergência.

Os novos 2.417 m² de área construída custaram mais de R$ 4 milhões. O PAM oferecerá atendimento em três novas alas: Azul, para observação de pacientes; amarela, onde ficarão pacientes com problemas mais sérios e, por fim, a ala vermelha, para atendimento de pacientes com risco iminente de vida. Além do atendimento adulto e infantil, serão disponibilizados também dois consultórios médicos para cada setor, sala de medicamentos, postos de enfermagem e sanitários.

Os leitos de atendimento de adultos passarão de 35 para 58 e de 10 para 19 no setor pediátrico, além de outros 12 leitos para a psiquiatria. De acordo com o governador, a obra deverá ser entregue no próximo dia 15 de agosto.

“O hospital regional é o único hospital público do governo de Mato Grosso do Sul. Nós temos primado, desde 2007, por ampliar os serviços e melhorar o padrão do atendimento. Eu creio que seja a última das ampliações, das reformas. Nós elencaremos uma serie de serviços, que serão de grande valia nos atendimentos de alta complexidade para o sistema de saúde”, declarou Puccinelli.

O governador lembra que “nas capitais e nas cidades onde está em gestão plena, o sistema de saúde seria de obrigação única da prefeitura municipal. Apesar de Campo Grande e outras 18 cidades estarem em gestão plena, o Governo do Estado entende que deve participar também, participamos, mas não somos os responsáveis pelas normativas, pela direção, pelo atendimento global de saúde”, esclarece.

Além dos R$ 4.751.206, em recursos próprios do governo do Estado, outros investimentos somam R$ 7.332.000, no que o governador chamou de “último de ampliação e reforma”.

Mão de obra

Segundo o governador, ainda não há profissionais suficientes para atuarem nos novos setores. Puccinelli disse que, na tarde de hoje, realiza audiência para debater a abertura de concurso público, a fim de preencher o quadro, mas admite contratações emergenciais.
“No sistema publico há que se ter concurso, faremos o concurso, mas nesse ínterim temos que ter alguns remanejamentos e algumas contratações emergenciais”, explicou.

“Ambulancioterapia”

Com a melhoria no atendimento de urgência e emergência do Hospital Regional, o governador admite a possibilidade de também aumentar a demanda de pacientes provenientes do interior do Estado, a “ambulancioterapia do interior”.

Puccinelli reconhece que a questão é comum. “Fizemos em Mato Grosso do Sul um pacto através do governo, chamado pacto pela saúde, em que 100% dos municípios assinaram, mas alguns prefeitos não cumprem. Quando iniciamos nosso governo, por exemplo, Coxim tinha um hospital em que foram gastos aproximadamente R$ 4 milhões para construir, R$ 3 milhões para equipar e a ex-prefeita nem sequer contribuía para seu hospital, quanto mais os da Região Norte, que confluíam para Coxim. Com este pacto pela saúde em que todos deveriam cumprir suas obrigações, os gestores, em situação plena, teriam que tocar sozinhos a saúde. Nós auxiliamos com isso, e esperamos que com o exemplo do Hospital Regional, o Universitário comece a funcionar a contento, porque tem altos e baixos. A Santa Casa, o governo também se predisporá a auxiliar, para que o sistema de saúde de Campo Grande possa ter o auxilio do Governo do Estado, que não tem obrigação, mas tem responsabilidade, por isso auxiliara, através da destinação de recursos ao Regional, ao Universitário, a Cândido Mariano, a Santa Casa... o governo complementa o que deveria ser de obrigação única dos municípios em gestão plena”, finalizou.

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Foto: Rafael Gaijim/CapitalNews

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