O Vazio Sanitário consiste na eliminação de todas as plantas das lavouras da cultura de feijão, soja e algodão. Isso significa que durante 30 dias os produtores não poderão produzir. Segundo o diretor do departamento de sanidade vegetal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Luís Eduardo Rangel, o vazio sanitário é uma estratégia de controle que pode ser utilizada para várias pragas e doenças, dentre elas, o bicudo do algodoeiro, a ferrugem asiática e o vírus da mosca branca. “Essa é uma técnica que visa diminuir o inóculo na safra seguinte”, diz Rangel. Ele também destaca que a cana de açúcar não entra nesse processo por causa da sua variedade de produção.
Como forma de orientar os Estados, o MAPA criou uma normativa que reforça a medida de declarar vazio sanitário como uma ferramenta de defesa para o controle de pragas. “O Ministério determinou regras gerais e prazos específicos para cada cultura. Mas, essas instruções são apenas para os Estados e não para os agricultores. Cada Estado deve traçar o seu período do vazio de forma independente”, comenta o diretor.
No Brasil, o período ideal para que o ciclo biológico da doença seja eliminado é de 30 dias para diminuir a pressão das pragas. Mesmo com a proibição na produção os agricultores serão beneficiados de forma coletiva. ”Com o cumprimento das instruções o produtor terá menos gastos com defensivos agrícolas e danos menores na próxima safra”, afirma.
Rangel informa que a penalidade para quem não cumprir a ordem do vazio sanitário é de destruição e de interdição das lavouras. ”O produtor que não cumprir a ordem estará infligindo uma política pública e prejudicando os outros produtores”, destaca o diretor.
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