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Rural Segunda-feira, 15 de Dezembro de 2008, 16:59 - A | A

Segunda-feira, 15 de Dezembro de 2008, 16h:59 - A | A

Unidade nacional de frigorífico que atuava em Navirai também fecha as portas

Redação Capital News (www.capitalnews.com.br)

Os cerca de 480 funcionários do frigorífico Mercosul, em Paiçandu, a cerca de 420 quilômetros de Curitiba, no noroeste do Paraná, foram surpreendidos ao retornarem hoje de férias coletivas de 20 dias, com o convite para assinarem as cartas de demissão. O grupo Mercosul, um dos maiores do ramo de frigoríficos do País, que permanece com sete unidades produtivas, decidiu fechar aquela unidade. Há cerca de um mês, o frigorífico que possuía em Naviraí (MS) também teve as portas fechadas.

O gerente de Recursos Humanos do grupo, Carlos Alberto Brandalize, disse que a decisão de encerrar as atividades em Paiçandu foi tomada em razão da falta de gado para o abate e do preço alto que os produtores pediam quando podiam oferecer a matéria-prima. "Como essa situação vinha se perpetuando acabou na decisão de fechar a unidade", acentuou.

O Mercosul operava em Paiçandu havia cerca de três anos com trabalhos de abate e desossamento. Como a unidade de Naviraí também alimentava Paiçandu para o desossamento, uma parcela da atividade já tinha se encerrado. "Tudo isso foi agravado pela crise mundial", ressaltou Brandalize. "Boa parte de nossos clientes do exterior também deixaram de honrar os compromissos."

Segundo ele, no auge da produção, a unidade de Paiçandu chegou a abater 650 cabeças por dia, mas ainda foi prejudicado pelo fechamento temporário dos mercados russo e, posteriormente, do venezuelano. "Agora estávamos há vários dias sem abate, mas, quando tinha, ficava entre 200 cabeças", disse. "Tentamos resolver com as férias coletivas, mas não conseguimos."

Brandalize disse que a empresa vai concentrar as forças na unidade que possui em Nova Londrina, a 180 quilômetros de Paiçandu, onde é feito apenas o desossamento. A expectativa do grupo é que possa reativar o setor de abate. Se isso acontecer, a previsão é de que cerca de 80 funcionários sejam contratados para se somar aos 400 que trabalham na unidade.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Alimentos de Maringá, Rivail da Silveira, estava em reunião na tarde de hoje. De acordo com o sindicato, o pagamento do 13º salário deve ser feito no dia 19 e as demais verbas rescisórias divididas em cinco parcelas a partir do dia 15 de janeiro. (Gazeta do Sul)

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