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Rural Sábado, 14 de Fevereiro de 2015, 07:16 - A | A

Sábado, 14 de Fevereiro de 2015, 07h:16 - A | A

Programa nacional deve combater principal inimigo do cultivo de frutas

Luana Rodrigues - Capital News

Um programa nacional deve acabar com uma das principais pragas da fruticultura brasileira, a Mosca das Fruta. O programa está sendo elaborado pelo Departamento de Sanidade Vegetal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (DSV/Mapa). O objetivo é integrar as iniciativas já existentes para o controle, a erradicação e a vigilância de diversas espécies de mosca das frutas, como também o fomento de novas estratégias, de forma a elevar a qualidade da produção nacional e ampliar os mercados exportadores.

“Este ano será de discussão técnica para criarmos um grupo de especialistas que funcionará como apoio às estratégias e eixos definidos. Para a sanidade vegetal, a mosca das frutas equivale à febre aftosa em termos de preocupação", diz Luis Rangel, diretor do DSV.

De acordo com Rangel, para um bom desempenho do programa, os Sistemas de Mitigação de Risco (SMRs), já instalados para exportação, o uso e a ampliação de áreas de proteção fitossanitária (armadilhas, iscas e controle biológico) e as ações de erradicação de pragas relevantes devem estar alinhados com a coordenação de estratégias pelo MAPA.

O programa nacional a ser idealizado fortalecerá produtores de manga, uva, mamão, melão e outras cucurbitáceas que são conduzidas em propriedades rurais médias e pequenas, para o mercado de exportação e nacional. “Estas ações devem contar necessariamente com a participação efetiva do setor privado interessado no processo e da continuidade do programa investindo principalmente na educação fitossanitária”, afirma Rangel.

Prejuízos – A Mosca das Frutas é uma das pragas que mais afetam a fruticultura no Brasil, por se alimentar da polpa dos frutos e possuir muitos hospedeiros. O DSV estima que os prejuízos com a praga giram em torno de 180 milhões de reais. Anualmente, são gastos cerca de 6 milhões de reais só para manter uma das espécies sob controle, a mosca da carambola, restrita aos estados de Amapá e Roraima.
 

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