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Rural Quarta-feira, 19 de Junho de 2024, 19:15 - A | A

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Solo e Água

Programa AISA: Resultados da conservação de solo e água foram apresentados na Ponta Agrotec

Pesquisa em Mato Grosso do Sul envolve três bacias hidrográficas

Layane Costa
Capital News

Divulgação/Embrapa

Programa AISA: Resultados da conservação de solo e água foram apresentados na Ponta Agrotec

Embrapa

Durante a Ponta Agrotec em Ponta Porã, a Itaipu Binacional e a Embrapa Agropecuária Oeste apresentaram alguns resultados gerados pelo Programa Ação Integrada de Solo e Água (AISA) em Mato Grosso do Sul.

Com 16 projetos de Pesquisa e Transferência de Tecnologias e um de Gestão da Informação, o Programa abrange 228 cidades do Paraná e Mato Grosso do Sul, na área de contribuição do reservatório de ITAIPU, território de importância nacional na produção de energia hidrelétrica e na produção agropecuária.

Hudson Lissoni, engenheiro agrônomo da Divisão de Apoio Operacional da Itaipu Binacional, explicou que a Itaipu, até 2003, era focada estritamente na produção de energia elétrica. “Agora, o foco é a produção de energia elétrica com sustentabilidade e segurança hídrica”, ressaltou

Entre as ações, estão saneamento, energias renováveis, obras sociais e manejo de água e solo. “A produção de água que alimenta os lençóis freáticos e nascentes e sua relação com a pecuária e a lavoura mostra que estas, quando produtoras de água, são mais rentáveis para o produtor rural e são práticas mais sustentáveis”, afirmou Lissoni.

Divulgação

Programa AISA: Resultados da conservação de solo e água foram apresentados na Ponta Agrotec

Programa AISA

Mato Grosso do Sul

O pesquisador da Embrapa Agropecuária Oeste, Júlio Salton, explicou que o Projeto de Pesquisa do qual ele lidera as ações no Estado, está avaliando a infiltração de água no solo, com devolutiva das informações para orientação dos produtores rurais em suas propriedades. Conforme ele, o desafio é produzir de forma eficiente econômica e com menor impacto ambiental.

A pesquisa no Estado envolve três bacias hidrográficas: Bacias dos Rios Ivinhema, Amambai e Iguatemi, onde há diferentes solos e diferentes sistemas de produção sendo avaliados. “Estão sendo monitorados mais de 50 talhões com os principais sistemas de produção da região”, disse Salton.

As inovações que estão sendo geradas com estes trabalhos de pesquisas em MS estão em fase de validação e estão sendo trabalhados textura de solos; Diagnóstico Rápido de Estrutura do Solo (DRES); taxa de infiltração de água no solo com infiltrômetro; e matéria orgânica do solo (utilização do Índice de Qualidade de manejo do solo (IQMS) em Mato Grosso do Sul). “O volume de água que infiltra em áreas de lavoura com Plantio Convencional é menor do que nas com Plantio Direto. Na URT [Unidade de Referência Tecnológica] de Naviraí, houve infiltração de água no solo de 110 mm/h. No Plantio Convencional, a infiltração foi menos da metade: 49 mm/h, o que significa que mais de 50 mm contribuíram com a erosão do solo”, explicou o pesquisador.

“Hoje, em Ponta Porã, existem 320 mil hectares de área com soja, com média de 67,4 sc/ha, um aumento significativo de 1985 para 2020. Houve intensificação da produção e o que se espera é que seja com sustentabilidade”, ponderou Salton.

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